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16 novembro 2018

Cancro de pele: como se manifesta

O cancro de pele é o cancro mais comum no mundo, sendo este, sozinho, mais comum que o cancro da mama, do pulmão, dos intestinos e da próstata juntos. As estatísticas mais recentes indicam que uma em cada cinco pessoas terá um cancro de pele ao longo da sua vida. Felizmente, a grande maioria dos casos tem um excelente prognóstico quando diagnosticados atempadamente.

Os principais fatores de risco são as radiações ultravioleta (vulgo “sol”) e ter pele clara. Adicionalmente, a raça branca, a frequência de solários, o ter feito radioterapia ou quimioterapia, imunodeprimidos, entre outros, aumentam o risco de cancro de pele.

Os principais tipos de cancro de pele são o melanoma, o carcinoma espinocelular e o carcinoma basocelular. Os dois primeiros são os mais perigosos, sendo o melanoma responsável pela maioria das mortes até aos 50 anos de vida e o carcinoma espinocelular responsável pela maioria das mortes em doentes com mais de 80 anos. O carcinoma basocelular não está associado a mortalidade, mas pode levar à destruição dos tecidos e diminuição da qualidade de vida.

O melanoma é aquele que pode desenvolver-se a partir de um sinal já existente. Uma regra muito útil para nos alertar para a possibilidade de melanoma é a “Regra  ABCDE”: se um sinal for Assimétrico (uma metade diferente da outra), se tiver Bordos irregulares, se tiver 2-3 Cores diferentes, um Diâmetro maior que 6 mm e Evoluir rapidamente. Outra ferramenta que nos pode ajudar a detetar um sinal mais suspeito é a “Regra do Patinho Feio”: se um sinal for diferente de todos os outros, este deve ser observado pelo seu Dermatologista.

Os carcinomas espinocelulares e basocelulares podem apresentar-se de formas variadas, como por exemplo: uma ferida que não cicatriza ao fim de um mês (pode não doer!), uma massa que dói ou sangra que cresce rapidamente, ou aparecimento numa úlcera de uma lesão. Muitas vezes, antes de se desenvolver um carcinoma espinocelular, poderão aparecer umas “casquinhas” que caem e voltam a crescer na cara, mãos, braços e pernas, chamadas queratoses actínicas. As queratoses actínicas são lesões pré-malignas que podem ser tratadas por métodos não cirúrgicos se diagnosticadas precocemente.

O diagnóstico precoce do cancro de pele exige um reconhecimento pelo doente dos sinais de alarme descritos, procurando sempre, na dúvida, a opinião de um dermatologista. Além da observação clínica, a dermatoscopia (disponível em todas as unidades do Trofa Saúde Hospital) permite-nos diagnosticar com mais certeza a possibilidade de estarmos perante uma lesão maligna.

Quando diagnosticados atempadamente, todos os cancros de pele podem ser tratados com uma pequena cirurgia sob anestesia local, evitando a necessidade de tratamentos mais agressivos (cirurgias complexas, radioterapia, quimioterapia).

Caso apresente uma lesão com as características descritas, não hesite em contactar os nossos Dermatologistas, em qualquer uma das unidades do Trofa Saúde Hospital.

Fontes:
- Rigel DS: Lifetime risk for development of skin cancer in the U.S. population: current estimate is now 1 in 5. Journal of the American Academy of Dermatology 1996.
- Weinstock MA: Death from skin cancer among the elderly: epidemiological patterns Arch Dermatol. 1997; 133:1207-9.

Redigido por Dr. Manuel António Campos (OM53398), Dermatologista no Trofa Saúde Hospital em Vila Real, Braga Centro e Alfena

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