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Destaques do Trofa Saúde Hospital

11 julho 2018

Tratamento minimamente invasivo da dor lombar

A dor lombar é uma manifestação muito frequente e incapacitante que atinge 80% das pessoas pelo menos uma vez na vida. Causa elevado desconforto e pode ter origem em múltiplas estruturas anatómicas, tornando-se muitas vezes num desafio diagnóstico. A avaliação dos sintomas e uma análise adequada dos exames de imagem são aspetos essenciais para uma correta definição do alvo terapêutico.

Técnicas minimamente invasivas

A marcada evolução das técnicas de imagem e dos biomateriais, aliada à produção de agulhas cada vez mais finas, têm vindo a permitir o recurso a técnicas minimamente invasivas em alternativa à cirurgia convencional.

A capacidade de chegar ao local de tratamento de forma segura (guiada a todo o instante por imagem) e sem produzir uma alteração significativa das estruturas anatómicas (não existe necessidade de cortar osso, músculos ou ligamentos) torna possível um tratamento focalizado e com um risco de infeção muito reduzido.

Pelas vantagens descritas, as técnicas minimamente invasivas estão a adquirir uma relevância crescente no tratamento da patologia osteo-articular da coluna.

Ozonoterapia

A Ozonoterapia refere-se a um conjunto de técnicas que utilizam o Ozono como agente terapêutico, aproveitando a sua marcada atividade anti-inflamatória, analgésica e bactericida.

Na dor ciática provocada por hérnias discais, a ozonoterapia tem lugar em caso de falência do tratamento conservador (repouso e associação de fármacos anti-inflamatórios e analgésicos até 6 semanas).

Quando o disco deixa de estar contido no espaço intervertebral - hérnia discal - e comprime uma raiz nervosa, passa a ser reconhecido pelo corpo como um “corpo estranho”, desencadeando-se uma potente reação inflamatória que é reconhecida como o principal mecanismo da dor.

O Ozono é aplicado através de uma agulha extremamente fina que é percorrida através da pele até ao disco intervertebral, num trajeto sempre controlado por fluoroscopia (raios X).

Já no disco, este fármaco promove a oxidação dos componentes discais, com consequente reabsorção de água, encolhimento do disco e alívio da compressão radicular. Paralelamente, os seus efeitos anti-inflamatórios e analgésicos debelam a inflamação e a dor. A Ozonoterapia não tem efeitos secundários indesejáveis e a sua eficácia terapêutica é duradoura no tempo.

Com uma correta seleção clínico-imagiológica as taxas de sucesso aos 6 meses descritas na literatura atingem os 90%. Aos 5 a 10 anos cerca de 75 a 80% dos doentes que realizaram ozonoterapia ainda se encontram sem dor.

Mais de 80% dos doentes tratados com ozono evitam a cirurgia.

Em doentes previamente operados a hérnia discal com presença de dor persistente e fibrose pós cirúrgica, a taxa de sucesso é menor, atingindo os 50 a 60%.

O procedimento é realizado com apoio de equipa de anestesia (não existe necessidade de anestesia geral mas apenas de sedação ligeira no momento da administração do ozono).

O doente tem alta no mesmo dia do procedimento.

O que pode ser tratado de forma minimamente invasiva:

  • Hérnias discais - OZONOTERAPIA
  • Dor lombar decorrente da inflamação / artrose das articulações facetárias da coluna vertebral (Síndrome Facetário) - INFILTRAÇÃO FACETÁRIA / NEURÓLISE / ABLAÇÃO NERVOSA POR RADIOFREQUÊNCIA
  • Fraturas recentes dos corpos vertebrais (< 12 meses) associadas a dor resistente ao tratamento conservador e/ou a deformidade progressiva - VERTEBROPLASTIA
  • Fraturas dos corpos vertebrais secundárias a infiltração tumoral, sem diagnóstico definido (com possibilidade de realização de biópsia) - VERTEBROPLASTIA (+ Biópsia Óssea)

 

Se pretender obter mais informações acerca destes tipos de tratamento, marque já uma consulta na nossa unidade.

 

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