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A escoliose nas diferentes faixas etárias
publicado em 24 Mai. 2022

Define-se escoliose como a deformidade da coluna vertebral em que ocorre uma curvatura lateral em um ou mais dos seus segmentos (cervical, torácico ou lombar).

 

Esta patologia pode surgir durante o desenvolvimento da criança e do adolescente ou então manifestar-se tardiamente no adulto.

 

Nos doentes mais novos a forma mais frequente de apresentação é a escoliose idiopática que, tal como o nome indica, não tem uma causa conhecida. Por sua vez, nos adultos a deformidade surge habitualmente no contexto das alterações degenerativas associadas ao envelhecimento. Existem outras causas subjacentes como, por exemplo, as alterações congénitas, tumores, fraturas ou infeções que, embora menos frequentes, não devem ser esquecidas. O diagnóstico assenta sempre numa avaliação clínica, complementada por estudo imagiológico.

 

O doente pode apresentar uma deformidade mais ou menos severa do tronco, de acordo com a gravidade da curva. No caso das crianças e dos adolescentes, o principal motivo da procura de consulta médica é a presença da deformidade. Por sua vez, os adultos queixam-se principalmente de dor nas costas, muitas vezes associada a irradiação para as pernas. Em casos mais severos pode mesmo levar a alterações do padrão da marcha e afetar as tarefas diárias mais simples.

 

Os exames incluem sempre radiografias da coluna, que permitirão quantificar a gravidade e avaliar o tipo de deformidade. Em casos selecionados será ainda solicitada uma Ressonância Magnética ou TAC, caso se pretenda pesquisar outros problemas associados.

 

O tratamento da escoliose depende de um conjunto de fatores inerentes à doença (causa, gravidade, entre outros), mas também de aspetos relativos ao próprio doente (idade, outras patologias).

 

Nos doentes mais jovens, o objetivo principal passa pela estabilização ou correção da(s) curva(s), de forma a evitar ou diminuir potenciais complicações. Existe ainda a questão estética, que não é desprezível, e que pode ter implicações na autoconfiança e relação com os pares, numa fase em que a imagem é parte fundamental para o bem-estar físico, mental e social. Nesta faixa etária, o tratamento varia desde o uso de colete, em casos ligeiros e moderados, até à cirurgia, em casos mais graves.

 

Quanto aos adultos, o objetivo principal passará pela descompressão neurológica e fixação da coluna para melhoria da dor, capacidade de marcha e qualidade de vida.

 

A atividade física e fisioterapia, embora com papel relevante na diminuição da dor, não serão suficientes para curar a escoliose.

 

Trata-se de uma patologia com gravidade variável, não havendo uma solução única para todos os casos, sendo assim importante a avaliação por um especialista da coluna.