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Acne: saiba mais sobre a doença e o seu tratamento

publicado em 10 Abr. 2022

A acne é uma doença de pele frequente que afeta maioritariamente adolescentes e adultos jovens, embora possa manifestar-se em qualquer idade. A doença resulta da obstrução folicular e da produção aumentada e modificada de sebo, que favorecem a inflamação cutânea e a proliferação bacteriana.

O diagnóstico da acne é clínico, ou seja, com base na história e exame objetivo em consulta. Existem várias formas da doença, sendo a acne comedónica a mais comum, caraterizada por comedões abertos (“pontos negros”) e fechados (“pontos brancos”). Quando há maior atividade inflamatória, surgem as lesões de acne potencialmente mais graves, como pápulas (“borbulhas”), pústulas (“borbulhas” com pus) e eventualmente nódulos e quistos.

 

As lesões surgem frequentemente na face, embora possam também atingir outros locais, como as costas e o peito. A acne pode causar cicatrizes, sobretudo quando existem lesões inflamatórias, e lesões hiperpigmentadas pós-inflamatórias (manchas escuras residuais), podendo ter um impacto psicológico significativo, com diminuição da autoestima, ansiedade e depressão.

 

Existem alguns fatores que podem precipitar a acne, nomeadamente: fatores hormonais, como a puberdade, ciclo menstrual ou gravidez; o uso de produtos cosméticos inadequados; alguns medicamentos; e ansiedade e/ou stress. O papel da alimentação na acne ainda não está totalmente esclarecido. No entanto, alguns estudos encontraram associação com a ingestão de leite magro, suplementos proteicos e suplementação com vitamina B12.

 

O tratamento da acne deve ser iniciado o mais precocemente possível, de forma a evitar complicações como cicatrizes, e deve ser individualizado, mediante a gravidade, o tipo de lesões e a tolerância de cada doente. Entre as várias terapêuticas disponíveis, destacam- se: tratamentos tópicos, como retinoides ou peróxido de benzoílo; e tratamentos orais, como a isotretinoína e alguns antibióticos. Contracetivos orais e outros tratamentos que atuam a nível hormonal podem também ter um papel no tratamento. Alguns dos tratamentos disponíveis podem estar associados a efeitos secundários sendo por isso importante o acompanhamento pelo seu dermatologista.

 

Além disso, são importantes algumas medidas, como evitar o hábito de espremer “borbulhas”, lavar e hidratar a pele com produtos adequados, evitar fricção com toalhas e esponjas, assim como substâncias que possam irritar a pele.

 

tratamento das complicações da acne, como as cicatrizes, inclui opções cada vez mais diferenciadas, como laser, podendo atingir-se resultados muito satisfatórios.

 

Como mensagem-chave, o sucesso do tratamento e prevenção das consequências da acne passa pela avaliação e tratamento precoces pelo seu dermatologista.