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Rastreio do Cancro do Colo do Útero

publicado em 27 Ago. 2022

O Cancro do Colo do Útero (CCU) é a sexta neoplasia maligna mais frequente nas mulheres europeias. Em Portugal são diagnosticados 750 novos casos por ano.

A infeção genital pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV) é central no desenvolvimento do Cancro do Colo do Útero e pode ser detetada em 99,7% dos casos. A sua transmissão ocorre, maioritariamente, por via sexual. Há cerca de 40 tipos de HPV que podem infetar as mucosas genitais. Destes, quinze estão associados ao aparecimento de cancro (os chamados HPV de alto risco), dos quais se salientam o 16 e o 18 por serem mais agressivos.

Uma vez que o Cancro do Colo do Útero é frequentemente assintomático, a prevenção da doença reveste-se da maior importância. Atualmente em Portugal, a prevenção é realizada em duas fases:

  • Prevenção Primária: administração de vacina contra o HPV. O Plano Nacional de Vacinação inclui esta vacina desde 2008 e desde 2020 é administrada a rapazes e raparigas com 10 anos.
  • Prevenção Secundária: realização de um teste de rastreio ao colo do útero. Os métodos de rastreio incluem a citologia convencional, a citologia em meio líquido, o teste de HPV e a associação entre estes dois últimos.

 

Porque é importante fazer o rastreio do Cancro do Colo do Útero?

O Cancro do Colo do Útero pode ser evitado. As alterações celulares do colo do útero (displasias) podem ser detetadas e tratadas precocemente, evitando a sua progressão para cancro.

Quem deve fazer o rastreio?

Todas as mulheres sexualmente ativas com mais de 25 anos de idade ou a partir dos 21 anos se o primeiro contacto sexual tiver ocorrido há mais de 3 anos.

Como é feito o rastreio?

É feito através da colheita de células do colo do útero e da sua avaliação em laboratório, com citologia em esfregaço (papanicolau) ou meio líquido e/ ou identificação do HPV de alto risco. A citologia permite a identificação de células atípicas, dividindo lesões em baixo ou alto grau.

 

Recentemente, está disponível o teste de HPV que tem maior taxa de deteção de displasias e que surge como uma ferramenta para o diagnóstico mais precoce destas alterações. Além disso, um teste de HPV com resultado negativo permite excluir a presença de displasias e o alargamento do intervalo de rastreio.

Perante um rastreio positivo, o que esperar?

Na maior parte dos casos em que o resultado é anormal, a mulher não tem cancro. Contudo, a presença de células atípicas associadas ao HPV de alto risco pode ter potencial de progressão para cancro sem vigilância ou tratamento adequado, pelo que carece de avaliação por um ginecologista. Nesta avaliação, dependendo da alteração detetada, pode ser proposto repetir novo exame, realizar colposcopia com ou sem biópsia ou tratamento excisional (conização).

 

A oportunidade de diagnóstico precoce e tratamento de lesões pré-malignas e do Cancro do Colo do Útero depende de um rastreio regular.

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