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Sol e pele: a importância de uma boa convivência

publicado em 17 Jul. 2022

Com a chegada do verão, as idas à praia e as atividades ao ar livre intensificam-se, tal como se intensifica a exposição solar. Contudo, importa lembrar que o sol é o principal fator causador do cancro de pele, responsável por 1 em cada 3 cancros diagnosticados na atualidade.

Em termos gerais, existem 3 tipos de cancro de pele: o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, responsáveis em conjunto por cerca de 90% dos casos, e o melanoma, responsável pelos restantes 10%.

O carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular afetam, habitualmente, áreas cronicamente expostas à radiação solar, como a face, pescoço e mãos. O maior fator de risco para o desenvolvimento destes dois tipos de cancro de pele é a exposição crónica e repetida ao sol, sendo estes tumores mais habituais em doentes com mais de 50 anos e história de atividade profissional ou recreacional no exterior.

A mortalidade por estes tipos de cancro é geralmente baixa, principalmente se o seu diagnóstico e tratamento forem efetuados precocemente.

O melanoma, por sua vez, está mais associado a uma exposição solar intermitente mas intensa, como ocorre frequentemente em períodos de férias.

A ocorrência de queimaduras solares é um dos fatores de risco mais importantes, o que explica o aumento do número de melanomas em idades jovens. Por outro lado, características como pele clara e olhos claros ou a presença de múltiplos nevos melanocíticos (os vulgares “sinais”) são igualmente fatores de risco para este tipo de cancro. Apesar de menos frequente, o melanoma é, dos três, o mais grave, associando-se a mais de 60% das mortes por cancro de pele, principalmente quando diagnosticado em fases avançadas.

 

Atendendo a que a exposição à radiação solar é um dos maiores fatores de risco para o desenvolvimento de cancro de pele, a sua prevenção assenta na adoção de medidas de proteção adequada. Assim, recomenda-se evitar a exposição solar entre as 11h00 e as 16h00 e utilizar um protetor solar adequado nas zonas expostas (com reforço regular da aplicação). Para além destas medidas, a utilização de um chapéu de abas largas e de vestuário protetor deve também ser considerada.

O diagnóstico precoce de cancro de pele é da maior importância, uma vez que permite tratamentos mais simples, menos mutilantes e com maior taxa de cura. Para tal, recomenda-se a realização frequente do “autoexame” da pele, com vista à deteção de alterações em lesões existentes ou à identificação de novas lesões de características diferentes ou suspeitas.

 

Importa, por fim, lembrar que a adoção de medidas de prevenção na idade adulta não apaga a exposição solar passada. Não se esqueça, por isso, de cuidar da sua pele: faça uma exposição solar regrada, observe-a cuidadosamente com frequência e consulte com regularidade um Dermatologista.

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