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A nutrição, o sistema imunitário e a COVID-19
publicado em 14 Out. 2020

O sistema imunitário constitui a linha de defesa do nosso organismo, face às infeções e outras doenças. A incerteza perante a evolução do Novo Coronavírus tem levantado algumas dúvidas acerca da relação entre a alimentação e o reforço deste sistema.

 

Embora a literatura existente sobre o tema seja escassa, a evidência atual mostra que não existe qualquer alimento específico ou suplemento que reforce o sistema imunitário e impeça a infeção pelo SARS-CoV-2. Prova desta ausência de relação é o facto de a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA), até ao momento, não ter autorizado qualquer alegação de saúde a um alimento ou nutriente que seja considerado adequado para a redução dos fatores de risco de infeções. Porém, apesar de não existir um só alimento, nutriente ou suplemento capaz de impedir a doença, sabe-se que uma alimentação e hidratação adequadas são importantes para assegurar o normal funcionamento do sistema imunitário, respondendo de forma eficaz face a uma infeção. Além disso, sabe-se que um estado nutricional e de hidratação adequado contribui para um sistema imunitário otimizado.

 

No próximo dia 16 de outubro, celebra-se o Dia Mundial da Alimentação, pelo que é importante destacar que a adoção de uma alimentação completa, equilibrada e variada, rica em micronutrientes capazes de melhorar a nossa imunocompetência, nomeadamente vitamina A, C, D, E, selénio e zinco é fundamental!

 

No caso de haver infeção pelo vírus, há ainda um aumento das necessidades energéticas e nutricionais do organismo, principalmente de proteína, vitaminas e minerais e sem um aporte correto dos mesmos será necessário recorrer às reservas corporais, nomeadamente de massa muscular, o que poderá reduzir a força dos músculos respiratórios, comprometendo assim a respiração.

 

Também as necessidades de água aumentam devido a alguns dos sintomas associados à COVID-19, como a febre e os distúrbios gastrointestinais, pelo que a ingestão de líquidos é essencial.

 

Posto isto, nesta fase é crucial praticar uma alimentação saudável, que siga os princípios da roda dos alimentos e que assegure uma boa ingestão de alimentos fornecedores de proteína, como a carne, no peixe (destacando a importância do peixe gordo pela sua riqueza em ómega 3), o ovo, os laticínios e as leguminosas, de frutos e hortícolas e de alimentos pertencentes ao grupo dos cereais, derivados e tubérculos, como o pão, a massa, o arroz, a batata e os cereais integrais.

 

Uma boa alimentação não impede que ocorra a infeção, mas promove uma resposta eficaz à doença respiratória e reduz o risco de complicações secundárias.