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Cirurgia plástica mamária em idades jovens

publicado em 17 Set. 2022

“A idade não é, por si só, uma contraindicação para o tratamento cirúrgico destas patologias, sendo, na maioria dos casos, indicado o tratamento precoce precisamente para minimizar os referidos efeitos negativos.”

Nas idades mais jovens são várias as alterações da glândula mamária que, apesar do seu carácter benigno, podem ter indicação para tratamento cirúrgico. No sexo feminino, o aumento desproporcionado do volume mamário, a mama pouco desenvolvida, as anomalias do desenvolvimento e da forma da mama (mama tuberosa, síndrome de Poland) e a assimetria mamária (que pode combinar qualquer umas das situações anteriores) não são situações infrequentes e podem manifestar-se em idade jovem. Estas alterações acarretam muitas vezes um pesado fardo psicológico, limitando a socialização e possíveis relacionamentos, traduzindo-se, por exemplo, na inibição do uso de determinado vestuário, da prática de desporto ou de ida à praia.

 

No caso da mama com tamanho e peso excessivos, em jovens do sexo feminino, a mamoplastia de redução melhora significativamente o bem-estar físico e psicológico pela reversão ou diminuição do impacto das alterações associadas a esta condição. São exemplos dessas alterações: posturas viciosas, dores da coluna cervical e lombar, dor mamária, dermatose inframamária, limitação da atividade física e diminuição da autoestima.

 

Também as jovens com mama pouco desenvolvida, com assimetria ou com deformidades apresentam problemas relacionados com a autoestima, evitando a exposição na praia, piscina ou na prática de desportos coletivos, a utilização de
vestuário que disfarce a condição e inibição nas relações interpessoais.

 

O sexo masculino também não está isento nesta problemática. A ginecomastia (aumento do volume da mama masculina) é uma patologia relativamente frequente, com semelhantes implicações na autoestima e nos relacionamentos. Pelo aspeto feminizante do aumento do volume mamário, estes jovens são por vezes alvo de comentários negativos e estigmatizantes.

 

Por todas as implicações do ponto de vista de sintomas físicos, de comportamento e bem-estar psicológico, estas alterações mamárias em jovens também atingem e preocupam os pais que, muitas vezes, são quem toma a iniciativa de
procurar ajuda.

 

A idade não é, por si só, uma contraindicação para o tratamento cirúrgico destas patologias, sendo, na maioria dos casos, indicado o tratamento precoce precisamente para minimizar os referidos efeitos negativos.

 

Uma avaliação clínica detalhada deverá ter em conta a importância do impacto pessoal da alteração mamária em cada caso, a maturidade emocional, o estadio de desenvolvimento mamário, a exclusão de outras patologias, as expectativas, a indicação e o resultado esperado da correção cirúrgica, com explicação das várias técnicas e suas implicações. No sexo feminino, é importante a discussão de eventual gravidez e amamentação no futuro, ou probabilidade de possíveis procedimentos de revisão, embora, por si só, não constituam contraindicação para cirurgia de correção.

 

As técnicas utilizadas são variadas e muitas vezes complementam-se, por isso deverá ser definida uma estratégia cirúrgica de acordo com as características de cada um.

 

A consulta de Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética está vocacionada para, após análise criteriosa, oferecer os esclarecimentos e possibilidades de tratamento adequados a cada caso.

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