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Como ajudar o meu filho a lidar melhor com as emoções?

publicado em 10 Set. 2022

A palavra emoção provém do latim “emovere’’ que significa movimento. As emoções, de facto, levam a criança a agir ou a movimentar-se perante determinadas situações e são estados afetivos, habitualmente intensos e de curta duração, que podem ser desencadeados por acontecimentos internos ou externos.

 

Numa fase inicial da vida, é através da relação com os pais que as crianças podem desenvolver competências emocionais que lhes permitem identificar e dar nome às emoções básicas como: alegria, tristeza, medo, raiva, nojo e surpresa, mesmo
antes de as poderem compreender.

 

O vínculo que a criança estabelece com os pais é fulcral para o desenvolvimento de competências emocionais que promovem sentimentos de segurança e de confiança que posteriormente facilitam a compreensão do mundo que as rodeia e a capacidade de autorregulação. Em casa, com a família, as emoções podem e devem ser expressas de forma espontânea e livre, abrindo um canal de comunicação essencial entre pais e filhos. No entanto, há outros locais como, por exemplo, a escola onde a expressão de emoções deve ser autorregulada e adequada à faixa etária de cada criança.

Quando é necessário procurar a ajuda de um profissional de saúde mental?

Quando as manifestações e os comportamentos da criança são disfuncionais e evidenciam ansiedade, evitamento social, medos, tristeza, dificuldades de separação, agressividade ou comportamentos de oposição. Se estes sintomas são simultaneamente intensos, prolongados no tempo e com impacto no dia-a-dia da criança, quer em casa quer na escola, devem sempre ser tomadas medidas que ajudem a criança e os pais.

 

No caso da criança, através da avaliação, intervenção e acompanhamento psicológico e dos pais através da Psicoeducação, ajudando-os a compreender o sofrimento do filho e a encontrar meios para lidar com as emoções, contribuindo para o seu bem-estar psicológico e desenvolvimento global.

 

No entanto, existem estratégias que podem ajudar os pais a estimular o desenvolvimento emocional do seu filho:

  • observar e ouvir atentamente a forma como a expressa as emoções;
  • identificar a emoção, ou seja, ajudar a reconhecer o que sente;
  • aceitar sem desvalorizar as emoções negativas e positivas de forma que se sinta respeitado e compreendido;
  • estar disponível para ajudar a criança, sempre de acordo com a idade, a pensar em soluções, se possível de forma autónoma, ou propor alternativas alcançáveis que permitam lidar com as emoções e a preparem para estabelecer relações saudáveis e adaptativas com o mundo que a rodeia;
  • pode ajudar o seu filho a reconhecer que todas as emoções e sentimentos são válidos, mas nem todos os comportamentos são aceitáveis.

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