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03 julho 2019

Cancro do estômago: Fatores de risco, investigação e tratamento

Incidência Mundial e em Portugal: O cancro gástrico é o quinto cancro mais comum no mundo, sendo mais prevalente nos países orientais (Coreia do Sul, Mongólia, Japão e China). Em Portugal, a incidência é quase quatro vezes superior à média europeia (até 4 em cada 100 homens e 2 em cada 100 mulheres irão desenvolver cancro gástrico ao longo da vida), com particular relevância no norte do país.

Tipos de cancro: O cancro mais comum, do estômago, é designado de adenocarcinoma (tipo de cancro explicado neste artigo). No entanto, também podem desenvolver-se outros tais como: GIST, leiomiomas, tumores neuroendócrinos ou linfomas.

Causas e fatores de risco: Não há nenhuma causa direta para aparecimento do cancro gástrico. Existem diversos fatores de risco, que, tal como o nome indica, aumentam o risco de cancro gástrico mas não significam que se venha a ter a doença.

  • Helicobacter pylori: metade da população está infetada por esta bactéria que pode provocar gastrite e evoluir para cancro ao longo dos anos. No entanto, só 1% dos doentes com H. pylori presente no estômago, chegam a desenvolver cancro gástrico. Apesar desta percentagem ser baixa, a eliminação da bactéria por meio de antibióticos faz com que seja o principal fator de risco que pode ser eliminado.
  • Alimentação: alimentação rica em sal e fumados e pobre em vegetais e fruta, aumenta o risco deste tipo de cancro.
  • Tabagismo: os fumadores apresentam duas vezes mais cancro gástrico comparativamente aos não fumadores.
  • Genética: a existência de familiares de primeiro grau (pais ou irmãos) diagnosticados com cancro gástrico é um fator de risco importante. A herança genética é responsável pelo aparecimento de 8-10% dos cancros gástricos.

Sintomas: Na fase inicial, a maioria dos cancros gástrico não provoca qualquer sintoma, e quando provoca, são normalmente inespecíficos, o que faz com que o diagnóstico seja feito na maior parte das vezes numa fase mais avançada da doença. Alguns dos sintomas iniciais mais comuns são: enfartamento, dor/desconforto abdominal e perda de apetite. Com o avançar da doença, o doente pode referir perda de peso, dificuldade em engolir, sangue nas fezes e inchaço abdominal. Se apresentar alguns dos sintomas atrás descritos de forma persistente deve procurar ajuda médica.

Diagnóstico: perante a suspeita de cancro gástrico é necessária a realização de endoscopia alta e biópsia da lesão encontrada. Confirmando-se a existência de um adenocarcinoma gástrico o doente deve fazer exames de estadiamento (para conhecer melhor a doença): análises com marcadores tumorais, TC toraco-abdomino-pélvica e ecoendoscopia. Pode também ser necessária a realização de laparoscopia de estadiamento e/ou PET.

Tratamento: o tratamento do doente com cancro gástrico é sempre discutido numa consulta multidisciplinar com vários profissionais de saúde (Cirurgia Geral, Oncologia, Radioterapia, Radiologia e Enfermagem). O tratamento individualizado proposto nesta consulta é discutido com o doente. Dependendo da fase em que a doença se encontra (estadio), o tratamento proposto pode passar por: resseção da lesão por endoscopia, cirurgia cooperativa (CLEAN-NET), ou cirurgia oncológica com remoção de parte ou da totalidade do estômago (preferencialmente por abordagem minimamente invasiva - laparoscopia), quimioterapia ou radioterapia.

Redigido por Dr. André Goulart (OM48362), Cirurgião Geral no Trofa Saúde Hospital em Braga Sul, Braga Centro, Maia, Trofa e Guimarães

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