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Doenças Autoimunes: diagnóstico precoce é essencial

publicado em 28 Nov. 2021

Afetando cerca de 5% da população portuguesa, as doenças autoimunes são provocadas por anomalias no nosso sistema imunitário, responsável pela defesa do organismo de doenças infeciosas e cancros, que começa a atacar as células do nosso corpo. Enquanto algumas destas doenças atacam apenas um órgão, como é o caso das doenças da tiroide (como a Tiroidite de Hashimoto) ou das doenças da pele (como o Vitiligo), outras estão associadas a atingimento sistémico, ou seja, de múltiplos órgãos em simultâneo, como é o caso do lúpus, da esclerose sistémica (esclerodermia), artrite reumatoide ou da Síndrome de Sjogren. De entre as mais de 100 doenças autoimunes existentes, a que tem maior peso em Portugal é a artrite reumatoide, afetando entre 150 e 200 mil doentes, seguindo-se a espondiloatrite, com 70 a 75 mil doentes, e o lúpus, com 25 e 30 mil pessoas afetadas.

 

A população mais afetada são as mulheres jovens e o seu diagnóstico é complexo, podendo implicar diversas consultas e exames complementares. Os seus sintomas iniciais podem ser inespecíficos, como cansaço, perda de peso, dor ou “inchaço” nas articulações, febre ou alterações da pele, acabando por dificultar a necessária deteção precoce e o início de um tratamento correto. Sendo fenómenos crónicos, o controlo e tratamento precoce da inflamação são fulcrais para evitar complicações futuras.

 

Os doentes são tratados com uma combinação de anti-inflamatórios e/ou corticosteroides, para impedir a inflamação, associados muitas vezes a outros fármacos designados de imunossupressores, que diminuem a atividade do sistema imunitário. A resposta varia consoante o doente e enquanto muitos entram em remissão (sem sintomas da doença), outros necessitam de outros fármacos. Independente da resposta, é certa a importância de acompanhamento regular, para promover a qualidade de vida do doente e o controlo de sintomas. Se tal é importante para doenças com implicações menos graves como o vitiligo, mais o é para doenças com potencial de reduzir a esperança de vida dos doentes, como o lúpus e a esclerose sistémica.

 

Por esta inerente complexidade, o médico de Medicina Interna é o melhor especialista para abordar as doenças autoimunes, dadas as numerosas possibilidades de diagnóstico e a eventualidade de atingir vários órgãos em simultâneo. A sua subespecialização, em doenças autoimunes, mune-o de capacidades para análise, diagnóstico, tratamento e acompanhamento do doente autoimune. Na suspeita de doenças autoimunes, é vital uma avaliação rápida e global do doente, de forma a permitir o diagnóstico precoce e o início atempado de medicação.

 

A consulta de Medicina Interna – Doenças Autoimunes permite essa abordagem célere, com uma abordagem multissistémica e centrada no doente.