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17 fevereiro 2021

Antibióticos: quando devem ser usados?

 

Os antibióticos (AB) são substâncias de origem natural ou sintética, capazes de matar ou inibir o crescimento de bactérias. Não são efetivos contra outras infeções – de origem viral, parasitológica ou fúngica –, para as quais existem fármacos específicos.

Antes da descoberta dessas substâncias, muitas pessoas morriam por não ser possível tratar infeções causadas por bactérias. O primeiro AB de ampla utilização foi a Penicilina. Foi descoberto acidentalmente, em 1928 pelo médico inglês Alexandre Fleming quando estudava a bactéria Staphylococcus aureus, a qual era responsável por causar infeções graves em ferimentos nos soldados. Foi isolada em 1938, e só aplicada em 1940 no primeiro ser humano.

O uso de antibióticos mudou os rumos da medicina.

O combate das infeções bacterianas pode fazer-se por ação direta dos AB sobre as bactérias, causando a sua morte (AB bactericidas), ou então impedindo a sua multiplicação (AB bacteriostáticos), facilitando a ação do nosso sistema imunitário no controlo da infeção.

MAS… os AB, para além das indicações, também têm contraindicações, interações com outros medicamentos e resistências. As leis da evolução e da seleção natural também se aplicam aos agentes infeciosos. Perante uma infeção bacteriana, o AB mata uma grande parte das bactérias, mas também induz a criação de estirpes resistentes. Por outro lado, as pessoas reagem de maneira diferente “à droga”, podendo umas reagir positivamente, outras desenvolverem reações adversas graves. Cada caso é um caso e às vezes até podem causar alergias e reações anafiláticas que podem custar a vida. Outro problema cada vez mais frequente na medicina é o surgimento de bactérias resistentes aos AB. Nestes casos, é necessário fazer uma colheita e teste laboratorial para testar a eficácia AB e assim curar a infeção. E nem sempre temos produtos AB capazes de curar a doença, como é o caso das infeções multirresistentes, que podem levar à morte. Para tal contribui o uso indiscriminado dos AB – AB quando não indicado –, que pode ser responsável por essas resistências.

Em que situações usar os AB?
Os AB só devem ser usados quando existem infeções causadas por agentes bacterianos ou complicações infeciosas de determinada situação, por exemplo: otite, amigdalite, bronquite, sinusite, pneumonias, infeções urinárias, infeções sexualmente transmissíveis (gonorreia, sífilis, entre outras), meningite, tuberculose, H.pylori, Hanseníase (lepra), endocardite infeciosa e infeções da pele e tecidos moles (por ferimentos graves ou mordeduras de animais), e sempre por indicação médica.

O que não deve fazer:

  • Não pressione o seu médico para lhe receitar AB ou medicamentos desnecessários;
  • Não peça ou pressione o farmacêutico para lhe vender AB sem receita médica;
  • Não se automedique;
  • Não utilize sobras de AB utilizados para outras situações;
  • Nunca utilize medicamentos utilizados por outras pessoas.

Formas de evitar a resistência bacteriana a antibióticos:

  • Utilize AB apenas quando forem recomendados por médicos.
  • Não interrompa o AB quando os sintomas passarem, e sim quando o tempo de tratamento estabelecido chegar ao fim;
  • Os horários e as doses recomendadas pelo seu médico devem ser respeitados;
  • Verificar a data de validade do AB na embalagem;
  • Se tiver dúvidas, consulte o seu médico assistente.

Olhe pela sua saúde. Confie num clínico experiente, responsável e com toda a confiança, num hospital Trofa Saúde.

Dr.ª Fátima Monteiro Marques (OM25833), Médica especialista em Medicina Geral e Familiar no Trofa Saúde Maia

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