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24 setembro 2020

Canal Estreito Lombar: de que se trata?

A estenose lombar, comummente denominada “canal estreito”, ocorre quando se verifica uma diminuição do espaço disponível no canal vertebral (canal por onde “passam” os nervos). É uma das patologias mais comuns, nomeadamente a partir dos 60 anos, atingindo mais frequentemente o sexo feminino.

O desenvolvimento da estenose lombar deve-se a um conjunto de alterações que ocorrem na coluna vertebral ao longo dos anos. Estas alterações incluem a desidratação e perda de altura dos discos intervertebrais (que se tornam mais salientes), o aumento de tamanho das facetas articulares (articulações que separam vértebras adjacentes), assim como o aumento de tamanho de um ligamento (o ligamento amarelo).

Este conjunto de fatores leva a uma redução progressiva do espaço disponível no canal vertebral, com a consequente compressão das raízes nervosas nele contidas, sendo isso responsável pelo desenvolvimento dos sintomas.

O doente com canal estreito lombar manifesta queixas de dor lombar, associada a dor / “peso” que se estende pelas nádegas e coxas, e que pode inclusivamente causar dificuldades para a marcha, obrigando-o a parar com frequência. A dor habitualmente agrava em pé ou a caminhar e melhora quando o doente se inclina para a frente ou se senta. Sintomas como cãibras, fraqueza muscular ou sensação de queimor nos membros inferiores são igualmente frequentes.

Um exame físico detalhado permite avaliar o estado neurológico, assim como despistar outras doenças, nomeadamente patologia vascular ou doenças neurológicas, que possam manifestar-se com sintomas semelhantes.

Os exames de imagem normalmente pedidos para confirmar o diagnóstico são as Radiografias e a Ressonância Magnética/TAC. Estes exames identificam com grande sensibilidade e acuidade os segmentos da coluna afetados, assim como o grau de compressão neurológica, ajudando a definir o tratamento. Ainda que possa ser uma doença debilitante, a estenose lombar tem tratamento, que passa inicialmente por medidas conservadoras, como a medicação analgésica e a fisioterapia.

Os doentes sintomáticos que não respondam ao tratamento conservador poderão beneficiar com o tratamento cirúrgico (descompressão lombar), que consiste na remoção de parte do ligamento e osso que se foram formando no interior do canal vertebral, de modo a que deixe de haver compressão à passagem dos nervos. Poderá em determinados casos haver benefício em realizar simultaneamente a fusão de vértebras adjacentes, chamada Artrodese.

Estas intervenções, realizadas com apoio de microscópio e com técnicas progressivamente menos invasivas, permitem que com segurança e em poucos dias o doente comece a recuperar a sua qualidade de vida e autonomia.

Na consulta especializada de Coluna do Trofa Saúde Maia, esta e outras patologias da coluna vertebral poderão ser atempadamente diagnosticadas e tratadas.

Redigido por Dr. Renato Neves (OM45805), Ortopedista especializado em Coluna no Trofa Saúde Maia

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