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04 dezembro 2017

Esclerose múltipla: causa, sintomas e tratamentos

 

A Esclerose Múltipla é uma doença neurológica crónica que afeta o sistema nervoso central. As primeiras manifestações habitualmente atingem adultos jovens entre os 20-40 anos, sendo por isso uma das causas mais comuns de incapacidade neste grupo etário.


A incidência da Esclerose Múltipla é de aproximadamente 0,1%/ano, atinge mais mulheres que homens e estima-se que em Portugal existam cerca de 5000 doentes. A causa é desconhecida, mas as evidências apontam para uma desregulação do sistema imunitário. Essa disfunção imunológica origina um “ataque” à mielina (que é o revestimento das fibras nervosas), causando atrasos na condução nervosa. Por isso a doença é comummente designada de “desmielinizante”, embora seja também considerada degenerativa, na medida em que pode existir morte neuronal.


Os sintomas provocados pela Esclerose Múltipla são variáveis de indivíduo para indivíduo e dependem da região do sistema nervoso que é afetada. Os sintomas podem incluir: falta de coordenação, fraqueza muscular, alterações da sensibilidade, alterações visuais, alterações cognitivas. A sintomatologia pode ser transitória ou permanente e os sintomas descritos não estão obrigatoriamente presentes ao mesmo tempo no mesmo indivíduo.
A Esclerose Múltipla tem uma evolução imprevisível e existem diferentes formas de evolução. A mais comum é a forma surto/remissão que se caracteriza por surtos (surto é um período durante o qual surgem novos sintomas ou agravamento dos já existentes, ao longo de semanas), a que se seguem períodos de remissão. Alguns indivíduos apresentam formas progressivas, em que a incapacidade se acumula ao longo do tempo e em que o componente degenerativo da doença predomina.


O diagnóstico é suportado por exames complementares, nomeadamente a ressonância magnética (RMN), análises, punção lombar, entre outros. A RMN assume também um papel fundamental no follow-up dos doentes, permitindo visualizar novas lesões ou lesões captantes de contraste, cuja presença traduz atividade inflamatória da doença e alerta para um controlo deficiente da patologia.
Os primeiros tratamentos da EM surgiram na década de 90. Atualmente, o arsenal terapêutico inclui medicamentos com diferentes níveis de eficácia, diferentes formas de administração e diferentes esquemas de monitorização clínica e laboratorial. Os tratamentos mais eficazes tendem a ser também aqueles com maior risco de efeitos laterais potencialmente graves ou fatais, e são os que exigem maior monitorização clínica e analítica, pelo que a sua escolha é reservada a casos especialmente agressivos, com evolução desfavorável apesar das medidas instituídas.


Nos cuidados à pessoa com Esclerose Múltipla é fundamental a criação de uma equipa multidisciplinar, com um Serviço de Enfermagem diferenciado nos cuidados a prestar aos doentes, bem como uma estreita colaboração de várias especialidades, nomeadamente Medicina Física e Reabilitação, Ginecologia/Obstetrícia, Oftalmologia, Medicina da Dor, Urologia, entre outras.

 

Redigido pela Dr.ª Ivânia Alves (OM47282), Neurologista no Trofa Saúde Hospital em Matosinhos e São João da Madeira.

 

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