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27 fevereiro 2021

FibroScan

O FibroScan é um exame que permite avaliar a rigidez do fígado (fibrose hepática) com base na técnica da Elastografia Hepática Transitória, sendo muito útil no diagnóstico e seguimento das doenças hepáticas crónicas.

As doenças do fígado podem ter várias causas. Em Portugal, as causas mais frequentes são o consumo excessivo de álcool, o fígado gordo não-alcoólico e as hepatites víricas C e B. As doenças do fígado são geralmente silenciosas e não causam sintomas, mas podem evoluir para cirrose hepática e cancro do fígado.

A presença de fibrose hepática é um dos principais fatores de gravidade e pode ser classificada em diferentes graus, correspondendo a cirrose hepática ao grau mais avançado de fibrose. 

Antes do aparecimento do FibroScan, era preciso fazer uma biópsia ao fígado para saber qual o grau de fibrose existente no fígado. Atualmente, com este dispositivo médico único, é possível medir a fibrose do fígado de uma forma não invasiva, sem necessidade de recorrer à biópsia.

Ao mesmo tempo é também possível avaliar com o mesmo aparelho a presença de gordura no fígado (esteatose hepática), com a medição do CAP (parâmetro controlado de atenuação).

 

Breve explicação do exame:

  • Exame não invasivo e indolor e sem radiação
  • Não requer nenhuma preparação específica, recomendando-se apenas um período de jejum de 3-4 horas. 
  • Exame rápido, que demora cerca de 10 minutos, e o resultado é imediato.
  • Realizado com o doente deitado, usando uma sonda (parecida com a da ecografia) posicionada no lado direito sobre a região do fígado, que mede a velocidade com que as ondas de ultrassons emitidas se propagam no fígado. Quanto maior for a velocidade, maior será a dureza do fígado, ou seja, o grau de fibrose.

Principais áreas de aplicação médica:

  • Hepatites víricas crónicas B e C
  • Fígado Gordo não-alcoólico e Doença Hepática Alcoólica
  • Doenças hepáticas autoimunes (ex. Colangite Biliar Primária) e metabólicas (ex. Hemocromatose)
  • Grupos de risco (>50 anos, obesos, diabéticos, síndrome metabólica)

Limitações /contraindicações:

O exame não deve ser realizado em grávidas, portadores de pacemakers ou desfibrilhadores ou em doentes com ascite. Nos doentes obesos, o sucesso do exame não é garantido.

 

Redigido por Dr.ª Ana Paula Silva (OM39130), Gastrenterologista no Trofa Saúde Gaia

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