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28 novembro 2020

Hérnia de disco cervical: o que é e como se trata?

As hérnias de disco cervicais ocorrem quando o disco intervertebral está deslocado para além do seu espaço habitual. O disco é responsável pela mobilidade e pela absorção de impacto na nossa coluna vertebral, sendo a sua degeneração associada a fatores genéticos, ao consumo de tabaco, ao excesso de peso e à má postura.

A hérnia de disco cervical poderá manifestar-se através de dor cervical, dor com irradiação para os braços, para as costas ou para a região da nuca, por sensação de formigueiros nos braços e/ou nas mãos, ou ainda, em situações mais graves, manifestar-se por desequilíbrio e/ou perda de força nos braços, nas mãos ou até mesmo nos membros inferiores.

Recomenda-se procurar uma avaliação médica quando estes sintomas persistirem durante mais de uma semana, ou se estiverem relacionados com, pelo menos, um dos seguintes elementos: história de trauma recente, dor intensa, alteração da sensibilidade ou perda de força nos membros, perda de controlo da capacidade de urinar ou defecar.

A avaliação médica consiste, inicialmente, em afastar a hipótese de alguma doença grave através da pesquisa de fatores de risco relevante, do exame neurológico e músculo-esquelético, sendo que, na maioria dos casos, é suficiente para estabelecer um diagnóstico e um plano terapêutico. Quando indicado, os exames complementares de diagnóstico mais utilizados são a tomografia ou ressonância magnética que permitem visualizar a relação entre as estruturas vertebrais e nervosas e, assim, estabelecer uma casualidade entre os sintomas e estas alterações. Ainda, a neuroeletromiografia, exame que estuda a condução nervosa, poderá ser solicitada para excluir outras causas menos comuns desta sintomatologia.

Nas formas ligeira a moderada da doença, deve-se sempre privilegiar medidas conservadoras, tais como as medicações para a dor e relaxantes musculares, a evicção de atividades que despertem a dor, injeções de anti-inflamatórios e a fisioterapia. Nos casos mais graves, ou na falta de resposta às medidas iniciais, a microcirurgia está indicada para a reparação da causa da dor.

Felizmente, existem medidas simples que podem ajudar a sentir-se melhor:

  • O recurso a medicações de venda livre como paracetamol ou os anti-inflamatórios (ibuprofeno) podem ajudar na redução da dor.
  • A aplicação de gelo ou calor local poderá ajudar a reduzir a dor, e no caso do calor, também as contraturas musculares.
  • Exercícios de alongamento do pescoço ajudam a reduzir as contraturas musculares e reforçar a musculatura cervical.
  • Reduzir o stress, uma vez que provoca um aumento da tensão muscular e interfere com a recuperação da dor.
  • Educação postural e procurar manter o pescoço numa posição neutra em relação ao corpo. Caso necessite de ficar numa posição por muito tempo, procure ajustá-la com frequência. Ao dormir, reveja a altura da almofada para que a sua cabeça fique alinhada com o resto do corpo, e evitar dormir de barriga para baixo com o pescoço rodado para o lado.

Regra geral, o método ideal para prevenir a doença é manter hábitos saudáveis, ser fisicamente ativo e ter uma boa educação postural.

Redigido por Dr. Eduardo Procaci da Cunha (OM49280), Neurocirurgião no Trofa Saúde Braga Centro e Hospital Central (em Vila do Conde)

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