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17 dezembro 2018

Hipertensão Arterial

A hipertensão  arterial é uma doença que coloca o doente em risco de enfarte agudo do miocárdio (EAM), acidente vascular cerebral (AVC) ou doença renal, entre outros. Geralmente não causa sintomas.

Quando se fala de pressão arterial, referem-se 2 valores (140/90mmHg por exemplo) – o valor superior é a pressão dentro das artérias quando o coração se está a contrair (sístole); o valor inferior é a pressão dentro das artérias quando o coração está relaxado (diástole).

Para as Sociedade Europeia de Cardiologia e Sociedade Europeia de Hipertensão Arterial, os valores de hipertensão arterial situam-se acima de TA sistólica 140mmHg e/ou TA diastólica 90mmHg. O termo “pressão arterial elevada” (TA sistólica 130–139mmHg e/ou TA diastólica 85–89mmHg) é utilizado como um alerta, significando que, não tendo ainda hipertensão arterial, a pressão arterial não é tão baixa quanto deveria ser para uma boa saúde.

Após o diagnóstico de hipertensão arterial, inicia-se uma avaliação para determinar o eventual dano de órgãos-alvo (doença cardiovascular, renal, entre outras), a presença de outros fatores de risco vascular, um estilo de vida que possa contribuir potencialmente para a hipertensão ou substâncias interferentes (uso crónico de anti-inflamatórios não esteroides, contracetivos).

É importante investigar a causa da hipertensão arterial. Esta pode ser primária/essencial (etiologia exata ainda pouco clara; são fatores de risco: a idade, obesidade, história familiar, etnia, dieta, consumo de álcool e inatividade física) ou secundária, a toma de fármacos (anti-inflamatórios não esteroides, contracetivos, corticosteroides e antidepressivos entre outros), a doença renal ou suprarrenal, a apneia obstrutiva do sono, a patologia tiroideia ou da aorta.

Posteriormente, o mais importante é o cumprimento terapêutico, desde os fármacos eventualmente prescritos pelo médico até uma série de medidas que podem ser implementadas pelo doente. São exemplos a medição do perfil tensional em casa; perda de peso; dieta com baixo teor de gordura e rica em frutas e vegetais; redução da quantidade de sal ingerido; atividade física de pelo menos 30 minutos por dia na maioria dos dias da semana e redução do consumo de álcool. No seu conjunto, isto ajudará a reduzir o risco de complicações e a aumentar a esperança de vida.

A instituição de terapêutica e a escolha do fármaco dependerão não só do valor da pressão arterial, mas também de outros problemas de saúde do doente e dos fármacos com que já se encontre medicado.

A terapêutica  farmacológica disponível é vasta.

A emergência hipertensiva/ /hipertensão maligna refere-se à condição clínica em que a pressão arterial se encontra tão elevada que põe em risco a vida ao danificar um ou mais órgãos vitais num curto período de tempo – olho (edema papilar; hemorragia retiniana), cérebro (edema cerebral; AVC), rins (insuficiência renal) e coração (EAM; insuficiência cardíaca). Por vezes, a pressão arterial é muito maior do que o normal, mas não danificou nenhum órgão, definindo-se essa situação como uma urgência hipertensiva. Estas situações requerem cuidados médicos urgentes.

Caso apresente valores tensionais acima dos descritos não hesite em contactar os nossos especialistas de Medicina Interna, em qualquer uma das unidades do Trofa Saúde Hospital. Estamos disponíveis para o esclarecimento de qualquer dúvida.

Redigido por Dr. Vasco Batista (OM53413), Médico Especialista em Medicina Interna no Trofa Saúde Hospital em Vila Real

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