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20 janeiro 2021

Leiomiomas Uterinos




Os leiomiomas uterinos, também conhecidos como fibromas ou miomas, originam-se das células musculares do útero, miométrio, e são o tumor pélvico BENIGNO mais frequente na idade reprodutiva.

Estima-se que afetem 20-40% das mulheres em idade reprodutiva e cerca de 70-80% das mulheres com mais de 50 anos. Os leiomiomas classificam-se de acordo com a posição que ocupam no útero, podendo ser submucosos (crescem para a cavidade interna do útero), intramurais (quando se localizam no miométrio) e subserosos (quando ocupam a parte externa da parede do útero e crescem para a cavidade abdominal).

Apesar de maioritariamente assintomáticos, estima-se que 30-40% das mulheres com leiomiomas apresentem sintomas, que podem prejudicar a qualidade de vida e justificam observação médica. Os sintomas associados dependem essencialmente da localização e das dimensões dos leiomiomas.

A hemorragia uterina anormal, que pode manifestar-se como menstruação abundante e/ou prolongada ou hemorragias intermenstruais, é o sintoma mais comum. Sintomas urinários (urgência miccional, polaquiúria), intestinais (obstipação), venosos e dispareunia (dor na relação sexual) são também possíveis e secundários à compressão de estruturas pélvicas e dor associada. Em mulheres em idade reprodutiva podem também estar associados a infertilidade e a complicações na gravidez (abortamento, parto pré-termo, recém-nascido com baixo peso, apresentação fetal anómala).

O diagnóstico pode ser realizado pelo exame ginecológico e/ou exames imagiológicos, sendo a ecografia pélvica o método mais utilizado, pela sua maior acessibilidade, nomeadamente na consulta de Ginecologia, custo e capacidade de avaliação do número, dimensões e localização.
Por sua vez, a ressonância magnética nuclear é um excelente método em situações em que se exija um diagnóstico diferencial entre patologia benigna e maligna (por exemplo, supostos leiomiomas com crescimento rápido), mapeamento de leiomiomas múltiplos e avaliação prévia a tratamento cirúrgico.

O tratamento dos leiomiomas é apenas necessário se associado a sintomatologia. Dependendo da gravidade dos sintomas, número, dimensões, localização e desejo de fertilidade, o tratamento pode ser médico ou cirúrgico. Nos últimos anos, com o desenvolvimento de novos fármacos, o tratamento cirúrgico ficou reservado apenas para situações refratárias ao tratamento médico. O tratamento cirúrgico pode consistir em miomectomia (remoção apenas do mioma) ou histerectomia (remoção do útero), ambas por via abdominal ou vaginal, podendo também recorrer-se a técnicas minimamente invasivas, como histeroscopia e laparoscopia. Mais recentemente, há também algumas situações em que se pode optar por embolização das artérias uterinas.

Dr. Pedro Vieira Enes (OM48710), Médico especialista em Ginecologia e Obstetrícia no Trofa Saúde Braga Centro


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