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05 agosto 2020

O papel da Nutrição na Doença Renal Crónica


Doença Renal Crónica (DRC) consiste numa lesão renal com perda progressiva e irreversível da função dos rins. Estima-se que em Portugal mais de 800 mil pessoas sofram desta doença. Todos os anos são registados cerca de 2.800 novos casos em fase terminal, existindo atualmente cerca de 13 mil doentes dependentes de diálise e 7700 doentes transplantados.

A diabetes, a obesidade e a hipertensão arterial são três dos fatores que contribuem para que, no futuro, os números possam ser ainda mais altos, razão pela qual o diagnóstico e o tratamento precoce são fundamentais.

Na DRC uma alimentação adequada recomendada por um nutricionista é de enorme importância. Dependendo da fase da doença as necessidades nutricionais alteram-se. Na fase terminal, o tratamento de diálise inclui, obrigatoriamente, o acompanhamento regular por um nutricionista. Nas fases anteriores, o acompanhamento nutricional nem sempre existe, no entanto, verifica-se essencial para ajudar atrasar ou interromper a progressão da doença para a fase terminal (diálise e/ou transplante).

Se lhe for diagnosticada DRC, ainda sem necessidade de diálise, uma mudança fundamental na sua alimentação pode ser a limitação da ingestão de proteínas. Tal ajudará a preservar a função renal e a reduzir a quantidade de substâncias indesejáveis no sangue. Os alimentos ricos em proteínas são, por exemplo, a carne, o peixe, os ovos e os produtos lácteos. Com a progressão da DRC, pode precisar de adaptar ainda mais a sua alimentação, exigindo uma redução cada vez mais rigorosa da ingestão de proteínas e/ou outros nutrientes, sendo que o acompanhamento por nutricionista é fundamental.

A quantidade de líquidos que deve beber varia consoante a quantidade de urina que elimina diariamente. Enquanto o débito urinário for normal, não precisará limitar a ingestão de líquidos. No entanto, quando a quantidade de urina começa a diminuir, há que diminuir também a quantidade de líquidos que ingere para que não se acumulem. O seu nutricionista irá apoiá-lo no cálculo da quantidade certa da ingestão diária de líquidos.

A ingestão de sódio deve ser restringida. O sódio está presente principalmente no sal de cozinha e nos enchidos e conservas. Tente substituir o sal de cozinha por ervas e especiarias.

Com a progressão da doença, o potássio pode acumular-se mais rapidamente no seu organismo, pelo que a ingestão deste nutriente deve ser reduzida para evitar níveis elevados que possam causar arritmias cardíacas.

A suplementação de determinadas vitaminas ou minerais pode ser útil, mas sempre recomendada pelo seu médico ou nutricionista. Algumas preparações de venda livre podem ser prejudiciais para o doente renal crónico. Cuidado!

Tenha em mente que é importante que o seu estado nutricional seja regularmente verificado. Consulte um nutricionista se lhe for diagnosticada DRC e respeite os conselhos recebidos.

Desejos de uma boa saúde renal!

Redigido por Dr.ª Mariana Briote (406N), Nutricionista no Trofa Saúde Braga Norte

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