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O que é?

A malária é uma infeção causada por parasitas do género Plasmodium, transmitidos através da picada do mosquito Anopheles fêmea. Entre as diferentes espécies, o Plasmodium falciparum é o que mais frequentemente provoca formas graves da doença.
Depois de entrar no organismo, o parasita instala-se no fígado, onde se multiplica, e posteriormente passa para a corrente sanguínea, invadindo e destruindo glóbulos vermelhos, um processo que origina os sintomas típicos.
Apesar de ser uma doença sobretudo presente em regiões tropicais e subtropicais, a globalização e o aumento das viagens internacionais fazem com que continue a surgir em países não endémicos, como Portugal, através de casos importados.

Causas

A infeção humana pode ser provocada por cinco espécies de Plasmodium:

• P. falciparum – o principal responsável pelas formas graves;
• P. vivax – pode permanecer adormecido no fígado durante meses ou anos;
• P. ovale – comportamento semelhante ao P. vivax, mas mais raro;
• P. malariae – menos comum, sobretudo detetado em África;
• P. knowlesi – raro e associado a transmissão a partir de primatas.

A transmissão ocorre principalmente pela picada de mosquitos infetados, mas pode, em situações excecionais, ocorrer por transfusão de sangue, partilha de agulhas ou transmissão materno-fetal.

Sintomas

Os sintomas geralmente surgem 10 a 15 dias após a picada do mosquito. A destruição cíclica dos glóbulos vermelhos leva a episódios de febre que se repetem a cada 48–72 horas.

Sintomas mais frequentes:

• Febre alta, calafrios e suores
• Dor de cabeça
• Náuseas, vómitos
• Dores musculares
• Cansaço extremo

A apresentação clínica pode variar desde quadros ligeiros até formas rapidamente fatais, sobretudo se não houver tratamento precoce. A malária grave pode comprometer a função cerebral, respiratória, renal ou cardíaca.

Alguns grupos apresentam risco particularmente elevado:

• Crianças pequenas
• Grávidas sem imunidade
• Pessoas com VIH
• Viajantes sem exposição prévia

Diagnóstico

O diagnóstico deve ser realizado o mais precocemente possível em qualquer pessoa que apresente febre após viajar para áreas endémicas. A confirmação pode ser feita por microscopia, através da gota espessa e do esfregaço, que constituem o método de referência. Também podem ser utilizados testes rápidos antigénicos, e a PCR é reservada para situações em que se necessita de maior sensibilidade ou de uma identificação mais precisa da espécie. Fazer o diagnóstico rapidamente é essencial para iniciar tratamento eficaz, diminuir o risco de complicações e evitar o desenvolvimento de resistências aos medicamentos.

Tratamento

A malária é uma doença tratável, e a escolha do medicamento depende da espécie do parasita, da gravidade do quadro e da região onde a infeção foi adquirida, uma vez que existem padrões diferentes de resistência. O tratamento procura eliminar rapidamente o parasita da corrente sanguínea, prevenir a evolução para formas graves e reduzir a transmissão. Habitualmente utiliza-se uma combinação de antimaláricos orais, como as terapias baseadas em artemisinina; nos casos mais graves, o tratamento é administrado por via intravenosa, geralmente em ambiente hospitalar. A terapêutica deve ser iniciada apenas após a confirmação laboratorial do diagnóstico.

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