O termo celulite pode referir-se a duas condições diferentes:
Celulite estética – alteração do tecido subcutâneo que provoca um aspeto irregular da pele, conhecido como “pele casca de laranja”.
Celulite infeciosa – infeção bacteriana da pele e dos tecidos moles, potencialmente grave e que requer tratamento médico.
Apesar de partilharem o mesmo nome, são condições distintas, com causas e tratamentos diferentes.
A celulite estética resulta da acumulação de gordura sob a pele, associada a alterações na circulação e na estrutura do tecido conjuntivo.
É muito comum, sobretudo nas mulheres, e afeta principalmente coxas, glúteos, abdómen e braços.
A celulite infecciosa é uma infeção bacteriana da pele e do tecido subcutâneo, geralmente causada por bactérias como Streptococcus ou Staphylococcus.
É uma condição médica que pode evoluir rapidamente se não for tratada.
Predisposição genética
Alterações hormonais (estrogénios)
Má circulação
Retenção de líquidos
Sedentarismo
Alimentação desequilibrada
Excesso de peso
Pequenas feridas ou cortes na pele
Picadas de insetos
Úlceras cutâneas
Cirurgias recentes
Sistema imunitário enfraquecido
Aspeto ondulado ou irregular da pele
Depressões visíveis ao apertar a pele ou em repouso
Normalmente indolor
Vermelhidão localizada
Dor e sensibilidade
Inchaço
Pele quente ao toque
Febre e mal-estar geral (em casos mais graves)
Celulite estética: diagnóstico clínico, baseado na observação da pele
Celulite infeciosa: diagnóstico clínico, podendo ser necessários exames adicionais se houver complicações
Não existe cura definitiva, mas é possível melhorar significativamente o aspeto da pele:
Alimentação equilibrada
Exercício físico regular
Massagens e drenagem linfática
Tratamentos estéticos (radiofrequência, endermologia, laser)
Cremes anticelulite (efeito complementar)
Antibióticos, por via oral ou intravenosa
Repouso da zona afetada
Elevação do membro, se aplicável
Internamento hospitalar em casos graves
O tratamento precoce é fundamental para evitar complicações.