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Crianças com rinite: como lidar?
publicado em 27 Jun. 2022

A mucosa nasal representa a primeira linha de contacto e defesa com o meio ambiente. Na criança, esta constitui um desafio
anatómico à passagem do ar, quer pelo reduzido tamanho, quer pela função muitas vezes comprometida, devido ao subdesenvolvimento das estruturas.

 

Em Portugal, estima-se que cerca de 40% da população em idade pré-escolar tem sintomas de rinite, e isto pode, ainda, influenciar a gravidade de outras doenças como a rinossinusite e a asma.

O que é a rinite?

A rinite pode ser definida como uma resposta sintomática da mucosa nasal, e que se caracteriza por vários sinais e sintomas, tais como: obstrução e congestão nasal, presença de secreções, espirros, prurido nasal e/ou ocular, tosse, roncopatia, hemorragia nasal, entre outros. O espectro é variável, de ligeiro a grave, e pode ser persistente ou recorrente

Quais as causas de rinite?

Pode ter causas alérgicas, infeciosas ou não alérgicas. Pode, também, ter várias etiologias em simultâneo e ser do tipo mista, dificultando o diagnóstico e a abordagem. As causas mais frequentemente encontradas são os agentes alergénicos e irritantes, o refluxo gastro-esofágico, as alterações climáticas, medicamentos, determinados alimentos e alterações hormonais. Em idade pediátrica, quando os sintomas são unilaterais persistentes, podem estar relacionados com a obstrução ao fluxo de ar, pela existência de deformidades do septo ou pirâmide nasal, hipertrofia dos cornetos nasais, das adenoides e/ou amígdalas, pela presença de corpos estranhos, massas ou pólipos, ou por malformações congénitas.

Como tratar?

Como primeira abordagem deve ser evitada a exposição aos irritantes, alergénicos e/ou outros desencadeantes. Devem também ser realizadas lavagens nasais frequentes com soluções salinas e soro fisiológico. Para tratamento farmacológico e alívio sintomático podem ser utilizados corticoides tópicos e/ou orais, anti-histamínicos não sedativos, bem como descongestionantes nasais de curta duração. A abordagem cirúrgica deve ser equacionada nos casos raros, graves e refratários ao tratamento médico, e quando há alterações estruturais que justifiquem. No caso da rinite alérgica deverá haver um acompanhamento pela especialidade de Imunoalergologia.

O diagnóstico precoce e a otimização da abordagem à criança com patologia nasal é fundamental para reduzir o impacto no crescimento harmónico da face, e pela influência na qualidade do sono e na alimentação.

 

No Grupo Trofa Saúde dispomos de uma equipa diferenciada para diagnosticar e tratar crianças que sofrem desta patologia.