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Esclerose sistémica: o essencial para compreender a doença

publicado em 30 Mar. 2026

O que é a esclerose sistémica?

A esclerose sistémica, também conhecida como esclerodermia, é uma doença autoimune crónica rara, caracterizada por alterações dos pequenos vasos sanguíneos, ativação do sistema imunitário e fibrose (endurecimento) da pele e, em alguns casos, de órgãos internos como pulmões, coração, rins e tubo digestivo.

Quais são as causas da esclerose sistémica?

A causa exata não é conhecida. A doença resulta da combinação de:

 

  • Fatores genéticos
  • Alterações do sistema imunitário
  • Lesão dos vasos sanguíneos
  • Fatores ambientais, ainda não totalmente esclarecidos

 

Estes mecanismos conduzem à produção excessiva de tecido fibroso, responsável pelos sintomas da doença.

Quais são os sintomas mais frequentes?

Os sintomas variam conforme a forma e a gravidade da doença. Os mais comuns incluem:

 

  • Endurecimento e espessamento da pele
  • Fenómeno de Raynaud (alteração da cor dos dedos com o frio ou stress)
  • Dores articulares
  • Dificuldade em engolir ou azia persistente
  • Falta de ar, quando existe envolvimento pulmonar

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito através da avaliação clínica, exames laboratoriais e exames complementares que permitem avaliar o envolvimento de diferentes órgãos. A identificação precoce é fundamental para monitorizar possíveis complicações.

Como é feito o tratamento?

A esclerose sistémica não tem cura, mas existem tratamentos que permitem controlar os sintomas e retardar a progressão da doença. O tratamento é individualizado e pode incluir:

 

  • Medicamentos para melhorar a circulação sanguínea
  • Terapêutica dirigida às manifestações cutâneas e articulares
  • Tratamentos específicos quando existem órgãos internos afetados. As recomendações atuais reforçam a importância de um acompanhamento multidisciplinar

É possível prevenir a esclerose sistémica?

Não é possível prevenir a doença. No entanto, a vigilância regular e o tratamento adequado permitem reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida.