MITO 1
É preciso ter um problema grave para ir ao psicólogo
Não é necessário ter um problema grave para procurar a ajuda de um Psicólogo.
O Psicólogo está disponível para ajudar a organizar ideias, clarificar pensamentos e emoções, apoiar a resolução de problemas e tomada de decisões, bem como a gestão das relações e dos desafios pessoais e profissionais.
Muitas pessoas procuram apoio psicológico não por terem um problema grave, mas para aprofundarem o seu autoconhecimento e cuidarem da sua saúde mental.
MITO 2
O Psicólogo dá conselhos
O Psicólogo não dá conselhos. O papel do Psicólogo é ajudar a compreender melhor pensamentos, emoções e comportamentos, explorar diferentes perspectivas e, em conjunto com o paciente, encontrar soluções possíveis para lidar com as dificuldades.
Ao promover o autoconhecimento, a reflexão e o desenvolvimento de estratégias pessoais, o acompanhamento psicológico permite que o indivíduo se torne mais autónomo e capaz de enfrentar desafios futuros de forma saudável.
O trabalho do Psicólogo baseia-se na promoção do bem-estar psicológico, na prevenção da doença, na redução do sofrimento e na melhoria da qualidade de vida.
MITO 3
Conversar com os amigos substitui uma ida ao Psicólogo
Conversar com amigos é reconfortante, mas não substitui a ajuda do Psicólogo.
O Psicólogo tem como objetivo a compreensão e o desenvolvimento do ser humano, dos seus comportamentos, pensamentos e sentimentos.
O Psicólogo trabalha de acordo com o código deontológico e os princípios científicos da profissão, mantendo uma formação contínua e uma constante atualização.
Ser Psicólogo implica dominar um conjunto de competências e técnicas como: a empatia, a escuta ativa, o contacto ocular, a comunicação autêntica, a aceitação incondicional, o parafraseamento, entre outras.
MITO 4
Ir ao psicólogo é sinal de fraqueza
Procurar a ajuda do Psicólogo não é sinal de fraqueza, mas sim de cuidado e responsabilidade connosco próprios. O acompanhamento psicológico proporciona um espaço seguro para compreender melhor os nossos pensamentos, emoções e sentimentos.
Permite um maior autoconhecimento de nós próprios, dos nossos comportamentos, emoções e ações, para que no futuro, em diferentes situações, sejamos capazes de as resolver de forma autónoma e saudável.
Ao decidir procurar ajuda estará a realizar um investimento em si próprio.
MITO 5
Falar sobre suicídio incentiva ao suicídio
Existe um estigma associado ao suicídio e, como consequência, muitas pessoas têm medo de falar sobre o tema. Falar sobre suicídio reduz o estigma e também permite às pessoas procurar ajuda, refletir, sentirem-se compreendidas e a querer falar sobre o assunto.
MITO 6
O Burnout é só cansaço do trabalho
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Burnout define-se como conjunto de sintomas que resulta do stress crónico do trabalho que não foi gerido de forma adequada.
Caracteriza-se essencialmente pelo esgotamento físico e emocional, pela diminuição da eficácia e da produtividade do trabalho e pelo distanciamento em relação ao trabalho, acompanhado de sentimentos negativos.
Referências Bibliográficas
Organização Mundial da Saúde (OMS). (2019). International Classification of Diseases (ICD-11): Burn-out an “occupational phenomenon”
National Alliance on Mental Illness, 2023
Ribeiro, E. (2009). Aliança terapêutica: Da teoria à prática clínica. Braga: Psiquilibrios.