O tártaro, também conhecido como cálculo dentário, é uma placa bacteriana que endureceu devido à deposição de minerais presentes na saliva.
Inicialmente, a placa bacteriana forma-se diariamente sobre a superfície dos dentes. Quando não é removida de forma eficaz através da escovagem e da utilização do fio dentário, pode mineralizar-se e transformar-se em tártaro.
O tártaro apresenta geralmente uma coloração amarelada, acastanhada ou acinzentada e adere firmemente aos dentes, não podendo ser removido apenas com a higiene oral realizada em casa.
O principal fator responsável pelo aparecimento do tártaro é a acumulação de placa bacteriana.
Algumas situações podem aumentar o risco da sua formação:
O tártaro tende a acumular-se com maior frequência junto à linha das gengivas e nas zonas mais difíceis de higienizar.
Nas fases iniciais, o tártaro pode não provocar sintomas evidentes. No entanto, à medida que se acumula, podem surgir:
Quando não tratado, o tártaro pode contribuir para o desenvolvimento de gengivite e, posteriormente, de periodontite, uma doença que afeta os tecidos de suporte dos dentes.
O diagnóstico é simples e realizado durante uma consulta de Medicina Dentária.
O médico dentista observa diretamente os dentes e as gengivas, identificando a presença e extensão do cálculo dentário.
Em alguns casos, podem ser realizados exames complementares, como radiografias, para avaliar possíveis consequências associadas, nomeadamente perda óssea ou doença periodontal.
O tártaro não pode ser removido através da escovagem convencional e necessita de tratamento profissional.
As principais opções incluem:
Após a remoção do tártaro, é fundamental manter hábitos adequados de higiene oral para evitar nova acumulação.
As medidas preventivas incluem: