A hidrocefalia é uma condição caracterizada pela acumulação excessiva de líquido cefalorraquidiano (LCR), o líquido que envolve e protege o cérebro e a medula espinhal. Esta acumulação provoca o aumento dos espaços existentes no cérebro, chamados ventrículos, podendo exercer pressão sobre o tecido cerebral.
Pode estar presente desde o nascimento ou surgir ao longo da vida. Entre as causas encontram-se malformações congénitas, hemorragias cerebrais, infeções, traumatismos, tumores ou alterações que dificultam a circulação e absorção normal do líquido cefalorraquidiano.
Os sintomas variam de acordo com a idade e a causa:
O diagnóstico inclui a avaliação dos sintomas e um exame neurológico. São habitualmente utilizados exames de imagem, como ecografia cerebral nos bebés, tomografia computorizada (TC) ou ressonância magnética (RM), que permitem observar a acumulação de líquido e o aumento dos ventrículos cerebrais.
O tratamento é geralmente cirúrgico e tem como objetivo permitir a drenagem do excesso de líquido cefalorraquidiano. Pode ser colocada uma derivação (shunt), um sistema que conduz o líquido para outra zona do organismo, ou realizada uma ventriculostomia, procedimento que cria uma nova via para a circulação do líquido, em casos selecionados.