A Síndrome Antifosfolipídica (SAF) é uma doença autoimune em que o sistema imunitário produz, de forma inadequada, anticorpos antifosfolípidos. Estes anticorpos aumentam a tendência para a formação de coágulos sanguíneos (tromboses) nas veias ou artérias. A doença também pode estar associada a complicações durante a gravidez.
A causa exata não é totalmente conhecida. Pode surgir de forma isolada (SAF primária) ou associada a outras doenças autoimunes, sobretudo ao lúpus eritematoso sistémico. Fatores genéticos e ambientais podem contribuir para o seu desenvolvimento.
Os sintomas dependem da localização dos coágulos e podem incluir:
Algumas pessoas podem apresentar anticorpos antifosfolípidos sem desenvolver sintomas.
O diagnóstico combina a existência de manifestações clínicas, como tromboses ou determinadas complicações obstétricas, com análises ao sangue específicas para detetar anticorpos antifosfolípidos. Para confirmar a sua persistência, estas análises têm de ser repetidas após um determinado intervalo de tempo.
O tratamento tem como principal objetivo prevenir a formação de novos coágulos. Nas pessoas que já tiveram uma trombose, são habitualmente utilizados medicamentos anticoagulantes, que reduzem a capacidade de coagulação do sangue. Durante a gravidez, o tratamento é adaptado para diminuir o risco de complicações para a mãe e para o bebé.