A alergia alimentar é uma reação do sistema imunitário a determinados alimentos ou componentes dos alimentos, que são reconhecidos pelo organismo como uma ameaça. Mesmo pequenas quantidades do alimento podem, em algumas pessoas, desencadear uma reação.
As manifestações podem variar de ligeiras a graves e, em determinadas situações, provocar uma anafilaxia, uma reação alérgica potencialmente fatal.
A alergia alimentar ocorre quando o sistema imunitário reage de forma inadequada a determinadas proteínas presentes nos alimentos.
Entre os alimentos mais frequentemente associados a reações alérgicas encontram-se:
As alergias alimentares são mais frequentes durante a infância, embora possam surgir em qualquer idade. Algumas podem desaparecer ao longo do crescimento, enquanto outras tendem a persistir.
Os sintomas podem surgir poucos minutos ou algumas horas após a ingestão do alimento e podem incluir:
Nos casos mais graves, pode ocorrer anafilaxia, que necessita de assistência médica imediata.
O diagnóstico é realizado através da avaliação dos sintomas e da relação entre estes e a ingestão de determinados alimentos.
O médico pode recomendar testes cutâneos, análises ao sangue e, em situações específicas, uma prova de provocação oral realizada sob supervisão médica. A história clínica é fundamental para distinguir uma verdadeira alergia alimentar de outras situações, como as intolerâncias alimentares.
O tratamento passa principalmente por evitar o alimento responsável pela reação, depois de corretamente identificado.
É importante aprender a reconhecer os ingredientes nos rótulos dos alimentos e prevenir a exposição acidental. Dependendo do tipo e da gravidade da alergia, o médico pode recomendar medicação para controlar os sintomas.
Pessoas com risco de anafilaxia podem ter indicação para transportar um autoinjetor de adrenalina e devem saber quando e como utilizá-lo.