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Doença de Lyme

O que é?

A doença de Lyme é uma infeção causada por bactérias do género Borrelia, transmitidas ao ser humano através da picada de carraças infetadas.

Quando identificada e tratada precocemente, apresenta geralmente uma evolução favorável. Sem tratamento, a infeção pode disseminar-se e afetar diferentes órgãos e sistemas, nomeadamente as articulações, o sistema nervoso e o coração.

Causas

A doença é causada por bactérias do complexo Borrelia burgdorferi, transmitidas através da picada de determinadas carraças infetadas.

O risco está associado sobretudo à permanência em zonas arborizadas, com vegetação densa ou erva alta, onde estas carraças podem estar presentes. Nem todas as picadas de carraça provocam doença de Lyme.

Sintomas

Os sintomas podem variar de acordo com a fase da infeção. Entre os mais frequentes encontram-se:

  • Mancha avermelhada na pele que aumenta progressivamente, denominada eritema migratório, podendo apresentar um aspeto semelhante a um alvo;
  • Febre;
  • Cansaço;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares e articulares;
  • Gânglios aumentados.

 

Quando a infeção se dissemina, podem surgir manifestações como dor e inchaço das articulações, alterações neurológicas, paralisia facial ou alterações do ritmo cardíaco.

Diagnóstico

O diagnóstico baseia-se na avaliação dos sintomas, historial de possível exposição a carraças e exame físico.

A presença de um eritema migratório típico pode permitir o diagnóstico clínico. Noutros casos, podem ser necessárias análises ao sangue para pesquisar anticorpos contra a bactéria, tendo em consideração que estes podem não ser detetáveis numa fase muito inicial da infeção.

Tratamento

A doença de Lyme é tratada com antibióticos, sendo o medicamento e a duração do tratamento definidos de acordo com a idade, manifestações clínicas e fase da doença.

O tratamento iniciado precocemente é geralmente eficaz. Nos casos em que existem manifestações neurológicas, cardíacas ou outras complicações, pode ser necessário um tratamento e acompanhamento mais específicos.

A prevenção passa por utilizar roupa adequada em zonas de risco, recorrer a repelentes e observar cuidadosamente a pele após atividades ao ar livre, removendo corretamente eventuais carraças.