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A doença renal é frequentemente silenciosa pelo que é essencial um diagnóstico e tratamento precoces.

publicado em 07 Out. 2026

Os rins desempenham funções essenciais no nosso organismo na filtração de sangue, eliminação de resíduos, equilíbrio de água e sais minerais e controlo da pressão arterial. A doença renal crónica afeta 1 em cada 10 adultos em Portugal e pode evoluir sem causar sintomas. Quando identificada precocemente é possível tratá-la, protegendo a função renal e atrasando a sua progressão.

Quem deve estar particularmente atento?

1. Diabetes mellitus

 

A diabetes é uma das principais causas de doença renal crónica.
• Atualmente existem tratamentos capazes de proteger os rins e reduzir o risco de progressão da doença renal associada à diabetes, sobretudo quando iniciados
precocemente.

 

Se tem diabetes, a função dos seus rins deve ser avaliada regularmente, mesmo sem sintomas.

2. Hipertensão arterial

 

A hipertensão arterial e a doença renal estão muito relacionadas.
• A pressão arterial elevada pode provocar lesão progressiva dos rins. Por outro lado, a doença renal pode também agravar a hipertensão.
• O controlo da hipertensão é essencial para preservar a função renal.

 

Uma avaliação nefrológica pode ajudar a identificar doença renal associada à hipertensão, avaliar o risco individual e otimizar o tratamento.

3. Alterações nas análises de sangue ou de urina

 

Muitas vezes os primeiros sinais de doença renal surgem em análises de sangue ou de urina.
• Creatinina elevada;
• Diminuição da taxa de filtração glomerular;
• Proteínas ou sangue na urina;
• Alterações persistentes dos sais minerais (nomeadamente potássio) ou do
equilíbrio ácido-base.

 

As alterações nem sempre significam doença renal grave, mas devem ser investigadas.

4. Quistos renais

 

Os quistos renais são frequentemente descobertos por acaso durante um exame de imagem.
• A maioria dos quistos renais simples é benigna. No entanto, dependendo do número, tamanho, características, função renal e história familiar, alguns casos podem necessitar de investigação ou acompanhamento.

 

 

Um Nefrologista pode enquadrar estes achados e definir se é necessário algum estudo ou vigilância adicional.

5. Pedras nos rins recorrentes

 

A litíase renal, habitualmente conhecida como “pedra nos rins”, pode provocar dor intensa, sangue na urina, infeção ou obstrução urinária.

 

Uma avaliação dirigida pode identificar fatores que favorecem a formação de cálculos e definir tratamentos específicos para reduzir o risco de novos episódios.

Quando deve procurar um Nefrologista

Pode ser importante ser avaliado por um Nefrologista se:

 

• tem diabetes mellitus;
• tem hipertensão arterial, sobretudo se for difícil de controlar;
• apresenta creatinina elevada ou diminuição da taxa de filtração glomerular;
• tem proteínas ou sangue na urina;
• foi diagnosticado com doença renal crónica;
• teve um episódio de lesão renal aguda;
• apresenta quistos ou outras alterações renais em ecografia, TAC ou ressonância;
• tem pedras nos rins recorrentes;
• tem antecedentes familiares de doença renal, diálise ou transplante renal;
• apresenta edema persistente das pernas ou do rosto ou alterações persistentes da
urina;
• necessita de avaliação ou acompanhamento da função renal.