O que é a esclerose sistémica?
A esclerose sistémica, também conhecida como esclerodermia, é uma doença autoimune crónica rara, caracterizada por alterações dos pequenos vasos sanguíneos, ativação do sistema imunitário e fibrose (endurecimento) da pele e, em alguns casos, de órgãos internos como pulmões, coração, rins e tubo digestivo.
Quais são as causas da esclerose sistémica?
A causa exata não é conhecida. A doença resulta da combinação de:
- Fatores genéticos
- Alterações do sistema imunitário
- Lesão dos vasos sanguíneos
- Fatores ambientais, ainda não totalmente esclarecidos
Estes mecanismos conduzem à produção excessiva de tecido fibroso, responsável pelos sintomas da doença.
Quais são os sintomas mais frequentes?
Os sintomas variam conforme a forma e a gravidade da doença. Os mais comuns incluem:
- Endurecimento e espessamento da pele
- Fenómeno de Raynaud (alteração da cor dos dedos com o frio ou stress)
- Dores articulares
- Dificuldade em engolir ou azia persistente
- Falta de ar, quando existe envolvimento pulmonar
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é feito através da avaliação clínica, exames laboratoriais e exames complementares que permitem avaliar o envolvimento de diferentes órgãos. A identificação precoce é fundamental para monitorizar possíveis complicações.
Como é feito o tratamento?
A esclerose sistémica não tem cura, mas existem tratamentos que permitem controlar os sintomas e retardar a progressão da doença. O tratamento é individualizado e pode incluir:
- Medicamentos para melhorar a circulação sanguínea
- Terapêutica dirigida às manifestações cutâneas e articulares
- Tratamentos específicos quando existem órgãos internos afetados. As recomendações atuais reforçam a importância de um acompanhamento multidisciplinar
É possível prevenir a esclerose sistémica?
Não é possível prevenir a doença. No entanto, a vigilância regular e o tratamento adequado permitem reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida.