A Perturbação de Compulsão Alimentar é uma perturbação do comportamento alimentar caracterizada por episódios recorrentes em que a pessoa ingere uma grande quantidade de alimentos num curto período de tempo, acompanhados por uma sensação de perda de controlo sobre a alimentação. Ao contrário da bulimia nervosa, estes episódios não são habitualmente seguidos de comportamentos compensatórios, como provocar o vómito ou utilizar laxantes.
Não existe uma causa única. O seu desenvolvimento pode estar relacionado com uma combinação de fatores psicológicos, biológicos, genéticos e ambientais. Dificuldades na gestão das emoções, preocupação com a imagem corporal e períodos de restrição alimentar podem também estar associados.
O diagnóstico é realizado através de uma avaliação clínica do comportamento alimentar, incluindo a frequência dos episódios, a sensação de perda de controlo e o impacto na vida da pessoa. É também importante avaliar a saúde física e a presença de outras alterações psicológicas que possam estar associadas.
O tratamento pode incluir acompanhamento psicológico, nutricional e médico. A psicoterapia, nomeadamente a terapia cognitivo-comportamental, pode ajudar a identificar e modificar padrões de pensamento e comportamento associados à compulsão alimentar. Em determinadas situações, podem também ser utilizados medicamentos.