A Síndrome de Brugada é uma doença cardíaca hereditária que afeta a atividade elétrica do coração e pode provocar alterações do ritmo cardíaco, chamadas arritmias. O coração pode ser estruturalmente normal, mas existe uma alteração no funcionamento dos canais que permitem a passagem de iões através das células cardíacas, interferindo com os impulsos elétricos que controlam o batimento cardíaco.
Embora muitas pessoas nunca apresentem sintomas, algumas podem desenvolver arritmias potencialmente graves.
A Síndrome de Brugada está frequentemente associada a alterações genéticas que afetam os canais iónicos das células cardíacas. Pode ser transmitida entre familiares, embora nem sempre seja identificada uma alteração genética específica.
Algumas situações podem favorecer o aparecimento das alterações elétricas ou desencadear arritmias, nomeadamente:
Muitas pessoas não apresentam qualquer sintoma. Quando existem, podem incluir:
O principal exame utilizado é o eletrocardiograma (ECG), que regista a atividade elétrica do coração e pode revelar um padrão característico da Síndrome de Brugada. Como estas alterações nem sempre estão presentes, podem ser necessários ECG repetidos ou testes com medicamentos específicos em ambiente hospitalar.
A avaliação do historial familiar é também importante e, em determinadas situações, pode ser recomendado um teste genético.
O acompanhamento depende do risco de cada pessoa desenvolver arritmias graves. É importante controlar rapidamente a febre e evitar determinados medicamentos que possam desencadear alterações do ritmo cardíaco.
Nas pessoas consideradas de maior risco, pode ser recomendado um cardioversor-desfibrilhador implantável (CDI), um pequeno dispositivo colocado no organismo que monitoriza o ritmo cardíaco e pode corrigir determinadas arritmias potencialmente fatais. Em situações selecionadas, podem ser considerados outros tratamentos, incluindo medicamentos ou ablação.