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Síndrome de Brugada

O que é?

A Síndrome de Brugada é uma doença cardíaca hereditária que afeta a atividade elétrica do coração e pode provocar alterações do ritmo cardíaco, chamadas arritmias. O coração pode ser estruturalmente normal, mas existe uma alteração no funcionamento dos canais que permitem a passagem de iões através das células cardíacas, interferindo com os impulsos elétricos que controlam o batimento cardíaco.

Embora muitas pessoas nunca apresentem sintomas, algumas podem desenvolver arritmias potencialmente graves.

Causas

A Síndrome de Brugada está frequentemente associada a alterações genéticas que afetam os canais iónicos das células cardíacas. Pode ser transmitida entre familiares, embora nem sempre seja identificada uma alteração genética específica.

Algumas situações podem favorecer o aparecimento das alterações elétricas ou desencadear arritmias, nomeadamente:

  • Febre
  • Determinados medicamentos
  • Alterações dos níveis de alguns eletrólitos no sangue
  • Consumo excessivo de álcool

Sintomas

Muitas pessoas não apresentam qualquer sintoma. Quando existem, podem incluir:

  • Desmaios (síncope)
  • Palpitações
  • Tonturas
  • Respiração anormal durante o sono
  • Convulsões associadas a alterações do ritmo cardíaco
  • Em situações mais graves, paragem cardíaca súbita

Diagnóstico

O principal exame utilizado é o eletrocardiograma (ECG), que regista a atividade elétrica do coração e pode revelar um padrão característico da Síndrome de Brugada. Como estas alterações nem sempre estão presentes, podem ser necessários ECG repetidos ou testes com medicamentos específicos em ambiente hospitalar.

A avaliação do historial familiar é também importante e, em determinadas situações, pode ser recomendado um teste genético.

Tratamento

O acompanhamento depende do risco de cada pessoa desenvolver arritmias graves. É importante controlar rapidamente a febre e evitar determinados medicamentos que possam desencadear alterações do ritmo cardíaco.

Nas pessoas consideradas de maior risco, pode ser recomendado um cardioversor-desfibrilhador implantável (CDI), um pequeno dispositivo colocado no organismo que monitoriza o ritmo cardíaco e pode corrigir determinadas arritmias potencialmente fatais. Em situações selecionadas, podem ser considerados outros tratamentos, incluindo medicamentos ou ablação.