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Viver com asma

publicado em 08 Mai. 2026

A asma é uma doença inflamatória crónica das vias respiratórias que causa uma obstrução variável e reversível do fluxo de ar.

 

As queixas mais frequentes são falta de ar, tosse, pieira e sensação de aperto torácico, sintomas que tendem a variar ao longo do tempo e podem ser desencadeados ou agravados por vários fatores tais como, alergénios, poluentes, fumo do tabaco, exercício físico, infeções respiratórias, etc.

 

Em Portugal, esta doença atinge cerca de 700 mil pessoas, o que significa que 1 em cada 15 pessoas sofre de asma.

Tratamento

O tratamento baseia-se no uso de corticoides inalados em associação com broncodilatadores, reduzindo a inflamação das vias aéreas e aliviarem a obstrução brônquica, com melhoria de sintomas e prevenção de crises.

 

Nas formas mais graves de asma podem ainda ser necessárias terapêuticas biológicas, dirigidas a alvos específicos da inflamação, permitindo um maior controlo da doença.

 

Apesar de não ter cura, quando devidamente acompanhada, a asma pode ser controlada de forma eficaz e a maioria dos doentes consegue levar uma vida normal, com poucos ou nenhuns sintomas.

 

Mas o plano de tratamento deve ser sempre personalizado a cada doente, uma vez que não existe uma abordagem única que seja eficaz para todos os doentes.

 

A escolha do dispositivo inalatório deve ter em conta fatores como a intensidade e a frequência dos sintomas, o risco de exacerbação, a idade, as comorbilidades e as preferências pessoais. Também a resposta individual à medicação e a capacidade de usar corretamente os dispositivos inalatórios são determinantes para o sucesso do tratamento.

 

O seguimento regular em consulta permite ajustar o tipo e a dose da terapêutica, garantindo a estabilidade da doença com a menor carga medicamentosa possível. É igualmente importante identificar e tratar as comorbilidades associadas (rinite, obesidade, refluxo gastroesofágico, apneia do sono, ansiedade ou depressão) que podem contribuir para sintomas persistentes, menor resposta à terapêutica e pior qualidade de vida

Por fim, a educação do doente é essencial para o controlo da asma, pois permite uma participação ativa e informada na gestão da doença: quando o doente compreende a natureza da doença, os sintomas e os fatores desencadeantes, adere melhor ao tratamento e torna-se mais capaz de reconhecer sinais de agravamento e agir precocemente.

 

Manter o seguimento regular, aderir ao tratamento e prevenir as crises, são alguns dos fatores chave para o sucesso no controlo da doença.

 

Porque viver com asma não significa abdicar de uma vida com qualidade.