O dedo em mola, também conhecido como tenossinovite estenosante, é uma alteração que afeta os tendões responsáveis pela flexão dos dedos.
Normalmente, estes tendões deslizam suavemente através de estruturas denominadas polias. Quando ocorre inflamação ou espessamento do tendão ou da polia, o movimento torna-se dificultado, provocando um bloqueio temporário do dedo.
O dedo pode ficar preso numa posição dobrada e, ao ser esticado, produzir um ressalto ou estalido característico.
A causa exata nem sempre é identificada, mas existem fatores que aumentam o risco de desenvolver dedo em mola:
A condição é mais frequente nas mulheres e pode afetar qualquer dedo, embora seja particularmente comum no polegar, dedo médio e dedo anelar.
Os sintomas podem surgir de forma gradual e incluem:
Nos casos mais avançados, o dedo pode permanecer bloqueado numa posição dobrada, necessitando de ajuda da outra mão para ser esticado.
O diagnóstico é essencialmente clínico e realizado através da observação dos sintomas e do exame físico da mão.
Durante a consulta, o médico avalia:
Na maioria dos casos não são necessários exames complementares. Contudo, em situações específicas, pode ser solicitada uma ecografia para avaliar os tendões e excluir outras patologias.
O tratamento depende da gravidade dos sintomas e da duração da condição.
Nas fases iniciais podem ser recomendadas medidas conservadoras, como:
Uma das opções frequentemente utilizadas é a infiltração local com corticóides, que pode reduzir a inflamação e melhorar significativamente os sintomas.
Quando o tratamento conservador não é eficaz ou existe bloqueio persistente do dedo, pode ser recomendada cirurgia para libertação da polia que está a impedir o deslizamento normal do tendão. Trata-se de um procedimento simples, habitualmente realizado em regime ambulatório, com elevadas taxas de sucesso.