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O Cancro Colorretal e a importância do rastreio

publicado em 22 Mai. 2026

O cancro colorretal (doença oncológica do intestino grosso que envolve o colon e ou o reto) é uma das doença oncológicas mais frequentes no nosso país, tanto em homens como em mulheres.

 

Como qualquer doença oncológica, o cancro colorretal pode ser fatal, associando-se a uma mortalidade elevada – é, aliás, a segunda causa de morte por doença oncológica no mundo ocidental e, em Portugal, é estimado que morram 11 pessoas, por dia, devido a esta doença.

 

A minoração dos fatores de risco associado a esta doença, aliada ao rastreio, deteção e tratamento precoce de lesões pré-neoplásicas/neoplásicas é a melhor estratégia de combate face a esta doença.

 

Do ponto de vista da prevenção, existem alguns fatores que não são passíveis de serem alterados pela pessoa – a idade é um dos principais fatores de risco para a doença (a idade média de diagnóstico desta doença ocorre entre os 50 e os 70 anos de idade), assim como a história familiar de cancro colorretal ou a história pessoal de outras doenças neoplásicas como o cancro da mama, do útero ou do ovário, ou de doença inflamatória intestinal (Doença de Crohn e Colite Ulcerosa).

 

Contudo, existem fatores de risco modificáveis que podem (e devem!) ser corrigidos como forma de prevenir a doença.

 

O consumo de tabaco, uma dieta pobre em fibras e rica em gorduras e proteínas animais, o consumo frequente de alimentos processados, os hábitos alcoólicos e o sedentarismo são fatores que têm sido associados a um maior risco de desenvolver cancro colorretal.

 

Também a existência de lesões pré-neoplásicas no colon e reto, como o caso de alguns pólipos, podem aumentar o risco de desenvolver esta doença pelo que, normalmente, uma vez identificadas, possuem indicação para remoção.

 

Em Portugal existe um rastreio organizado para o Cancro do Colon e Reto, com o objetivo de identificar precocemente lesões pré-neoplásicas/neoplásicas, prevenir a ocorrência da doença ou poder identificá-la numa fase inicial, potenciando o tratamento e proporcionando melhores outcomes para a saúde da pessoa.

 

Este rastreio está indicado para pessoas com idades entre os 50 e os 74 anos, sendo feito com recurso a pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF) e realizado a cada 2 anos.

 

No caso de PSOF positiva (ou se o indivíduo manifestar sintomas progressivos de cansaço, perda de peso involuntária, dor abdominal, alterações dos hábitos intestinais, sinais de muco e/ou sangue nas fezes, náuseas/vómitos, entre outros) está recomendada a realização da colonoscopia.

 

É de ressalvar que, uma PSOF positiva não está obrigatoriamente associada a uma doença oncológica, existindo causas benignas que podem originar um resultado positivo.

 

Numa fase inicial, o cancro colorretal pode não manifestar sintomas, daí a importância acrescida do rastreio na sua deteção precoce.

 

A estrutura deste rastreio varia em casos específicos: pessoas com doença inflamatória intestinal estão excluídas do rastreio universal e seguem uma vigilância própria; pessoas com antecedentes familiares (sobretudo em familiares de primeiro grau) poderão iniciar o rastreio mais cedo ou até mesmo fazê-lo com recurso a colonoscopia ao invés da PSOF, mediante a situação em apreço.

 

O passado dia 3 de Novembro assinalou o dia Europeu da Luta Contra o Cancro do Intestino.

 

Previna-se, fale com o seu/sua médico(a).