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Psoríase: sintomas e tratamento

publicado em 30 Out. 2023

A psoríase é uma doença bastante comum e não é contagiosa.

 

Existem cinco tipos, sendo a forma mais comum aquela que surge em manchas elevadas e avermelhadas cobertas de uma área esbranquiçada (que corresponde a células mortas da pele), que se chama vulgar. Pode existir também uma forma em gotas, a forma inversa, a forma com pústulas e a forma eritrodérmica.

 

Um subtipo particularmente incapacitante é o que afeta as articulações e que ocorre em cerca de 10% dos doentes. Designa-se por artrite psoriática e causa dor e deformação das articulações das mãos, pés, membros ou coluna.

 

Embora a psoríase possa manifestar-se em qualquer idade, a maioria dos casos ocorre entre os 15 e os 30 anos ou entre os 50 e os 60 anos. Afeta 1% a 3% da população e pode surgir em qualquer parte do corpo, estando associada a doenças como a diabetes, doença cardíaca e depressão. As áreas mais afetadas tendem a ser os cotovelos, joelhos, couro cabeludo, unhas e a região lombar, as lesões manifestam-se normalmente de forma simétrica nestas regiões.

 

As suas manifestações podem ser ligeiras, moderadas ou graves, dependendo da extensão de pele afetada. As formas ligeiras correspondem a um compromisso inferior a 3%, as moderadas entre 3% a 10% e as graves são aquelas em que mais de 10% da pele se encontra afetada.

 

Felizmente, a forma ligeira é a mais comum (80% dos casos). Contudo, mesmo esta pode apresentar um impacto muito negativo na qualidade de vida, sobretudo quando surge nas palmas das mãos ou nas plantas dos pés.

 

Os sintomas da psoríase dependem do seu tipo e da sua localização, sendo mais os frequentes o prurido e a dor. Quando há envolvimento ungeal estas ficam frágeis e quebradiças.

 

Embora a sua origem seja ainda mal compreendida, parece existir uma base genética para esta alteração do sistema imunitário. Como tal, é comum o aparecimento de psoríase em vários membros da mesma família.

 

Com frequência, é desencadeada por um acontecimento stressante, uma amigdalite, a utilização de alguns medicamentos (beta-bloqueantes, anti-maláricos, alguns anti-inflamatórios), um corte na pele, uma queimadura solar ou pelo tempo frio e seco. Significa isto que, de um modo geral, a psoríase depende da existência de uma predisposição genética associada a um estímulo externo.

 

O diagnóstico é clínico, ou seja, resulta da observação de um profissional treinado e em alguns casos dúbios pode ser necessário a realização de uma biopsia.

 

O tratamento depende de vários fatores, a extensão da doença, a localização da doença, outras doenças que o doente tenha, o impacto que a psoríase tem no dia-a-dia do doente. Felizmente hoje já se consegue controlar a maior parte dos doentes com psoríase sendo possível que um doente com psoríase tenha uma vida normal e sem doença visível.

 

Há diversas opções terapêuticas desde tópicos, fontes de luz (fototerapia e laser), medicação oral ou medicamentos injetáveis.

 

Cada doente é um doente e por isso deve ser avaliado por um dermatologista para determinar qual a melhor opção terapêutica para aquela pessoa.