É o tipo de incontinência mais frequente e manifesta-se pela perda de urina com os esforços. A intensidade é variável, podendo ir desde umas gotas de urina com uma tosse forte até à perda importante com uma simples caminhada. Resulta de alterações degenerativas do suporte ligamentar e muscular da bexiga e uretra.
Quais são os factores de risco mais comuns?
A idade, o número de filhos, a obesidade e a menopausa são os factos de risco principais. Existem outros fatores predisponentes, como a obstipação, antecedentes de cirurgia uroginecológica e a existência de prolapsos vaginais (traduzindo um defeito do soalho pélvico).
Como se faz o diagnóstico?
A história clínica deve ser dirigida ao sintoma (i.e. perda involuntária de urina) e atividades físicas que o despoletam. Esta é determinada, de modo algo grosseiro, através do tipo de esforços que levam às perdas e ao número de compressas/pensos que a doente usa por dia.
O exame físico pressupõe uma avaliação ginecológica rigorosa sendo útil a objectivação da incontinência. Para esse efeito pede-se à doente que tussa, enquanto o médico durante o exame.
Outras ferramentas utilizadas são o Diário Miccional, o Teste da Compressa, ou Pad-Test e o estudo urodinâmico. Este último, usando aparelhagem e software informático específicos permite obter uma imagem funcional bastante rigorosa do tracto urinário inferior, aumentando a especificidade diagnóstica (aumento de 80% para 90%). Permite assim, optimizar o tratamento e prever resultados.
Que opções de tratamento existem?
Tratamento conservador: Está indicado nas formas ligeiras de incontinência de esforço ou em mulheres que recusem terapêutica invasoras. Consiste na mudança de hábitos e estilos de vida e em fisioterapia para reabilitação da musculatura pélvica. Nas incontinências ligeiras, este tipo de terapêutica pode atingir taxas de sucesso da ordem dos 60%. Depende, no entanto, duma forte motivação por parte da doente. Tem, infelizmente, uma taxa de abandono elevada.
Tratamento cirúrgico: É a forma de tratamento mais usada e consiste na colocação de bandas/redes suburetrais, por via vaginal. São cirurgias com baixíssimas taxas de complicações e de morbilidade, com internamentos de curta duração (cerca de 24 horas, em média). São, de longe, as técnicas cirúrgicas mais amplamente usadas e difundidas. Têm taxas de sucesso que, em alguns casos e com certas técnicas, atingem os 95%.