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Miomas: O que as mulheres devem saber

publicado em 25 Ago. 2026

Os miomas uterinos são muito frequentes e, apesar de serem benignos, podem ter um impacto significativo na qualidade de vida das mulheres.

 

O que são miomas, quais os sintomas associados, qual o seu impacto na fertilidade e quando é necessário procurar ajuda médica são algumas das questões a que vou procurar responder neste vídeo.

 

Porque manter-se informada é também uma forma de cuidar da sua saúde.

O que é um Mioma?

Os miomas são tumores benignos muito comuns que se desenvolvem no músculo do útero, o miométrio, sobretudo durante a idade fértil. Aproximadamente 80% das mulheres terão miomas ao longo da vida, embora nem todas apresentem sintomas. Os miomas podem existir isoladamente ou em maior número.

 

Apesar da palavra “tumor” ser assustadora, um mioma não é um cancro e não se considera que possa transformar-se em cancro. No entanto, em casos excecionais pode ser difícil determinar se uma massa no útero é um mioma comum ou uma lesão maligna.

 

Por outro lado, o tamanho não determina, por si só, a sua importância: um mioma pequeno dentro da cavidade uterina pode provocar hemorragias significativas, enquanto miomas de maiores dimensões com outra localização podem não causar qualquer sintoma.

Que sintomas podem provocar?

A maioria dos miomas é pequena e não provoca sintomas, o que faz com que o seu diagnóstico seja feito muitas vezes de forma acidental em ecografias de rotina ou ecografias realizadas por outra indicação.

Quando existem sintomas, os mais frequentes são:

  • menstruações abundantes ou prolongadas, que podem provocar anemia e cansaço;
  • dor, peso ou pressão pélvica;
  • aumento do volume abdominal;
  • necessidade de urinar com maior frequência;
  • em alguns casos, alterações da fertilidade ou complicações na gravidez.

 

A presença destes sintomas justifica uma avaliação médica e investigação da causa. Sinais de alerta são menstruações abundantes ou prolongadas, especialmente se houver necessidade de mudar o penso ou tampão a cada hora.

 

Os sintomas tendem a melhorar após a menopausa, quando deixam de ocorrer as menstruações e o estímulo hormonal prévio à menopausa deixa de existir.

Miomas e fertilidade: é possível engravidar?

Sim. A maioria das mulheres com miomas engravida espontaneamente e tem gravidezes normais.

 

No entanto, miomas que provocam distorção da cavidade endometrial, o contorno interno interno da parede uterina, podem dificultar a gravidez.

 

Miomas grandes ou numerosos podem também aumentar o risco de algumas complicações durante a gravidez.

 

Por isso, numa mulher que pretende engravidar, a avaliação deve ser individualizada. Ter um mioma não significa, por si só, que seja necessário removê-lo antes de tentar uma gravidez.

Todos os miomas precisam de tratamento?

Não. Um mioma que não cause sintomas pode necessitar apenas de vigilância clínica e ecográfica.

 

Quando é necessário tratar, existem diferentes opções, que vão desde o tratamento médico (que inclui, por exemplo, a realização de uma pílula ou tratamento hormonal) até à cirurgia, que inclui diferentes tipos de procedimentos e vias de abordagem. A decisão depende dos sintomas, idade, caraterísticas dos miomas e desejo de uma futura gravidez.

 

A cirurgia não é, portanto, inevitável. E, quando é necessária, retirar o útero também não é a única opção: em casos selecionados, é possível remover apenas os miomas, preservando o útero.

E depois da menopausa?

Após a menopausa, é frequente os miomas estabilizarem ou diminuírem de tamanho. No entanto, qualquer hemorragia vaginal depois da menopausa deve ser avaliada, mesmo numa mulher com miomas conhecidos.

Mensagem fiinal

Os miomas são muito frequentes e o diagnóstico não deve ser automaticamente encarado como um problema grave ou uma indicação para cirurgia.

 

Por isso, é essencial realizar uma abordagem individualizada. Algumas mulheres precisam apenas de vigilância, outras de tratamento para controlar os sintomas e outras ainda necessitam de uma intervenção cirúrgica; o que significa que a mesma abordagem não é aplicável a todos os casos.

 

Se tem um mioma, procure compreender o seu caso. Uma avaliação ginecológica adequada permite distinguir as situações que necessitam apenas de vigilância das que necessitam de intervenção.