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Bioestimuladores de Colagénio: o essencial para compreender o tratamento

publicado em 27 Fev. 2026

A procura de resultados naturais e progressivos fez o bioestimulador de colágeno virar um dos procedimentos mais procurados na medicina estética. Diferente de técnicas que “preenchem” de forma imediata, o bioestimulador trabalha de uma forma mais inteligente: ativa o seu próprio organismo para produzir colágeno, melhorando a firmeza, a textura e a qualidade da pele com o tempo.

O que é bioestimulador de colágeno?

Bioestimuladores são substâncias injetáveis que, ao serem aplicadas em planos específicos da pele (derme profunda e/ou subcutâneo), induzem uma resposta controlada do organismo, estimulando a neocolagênese (produção de novo colágeno) e ajuda a recuperar:

 

  • firmeza e sustentação
  • elasticidade
  • densidade cutânea
  • textura e viço
  • aspecto de flacidez (leve a moderado)

 

O foco principal é rejuvenescimento estrutural e melhoria de qualidade de pele, com resultado gradual e aparência natural.

Para quem o bioestimulador é indicado?

O bioestimulador costuma ser indicado para pessoas que percebem:

 

  • perda de firmeza no rosto, principalmente em bochechas e linha da mandíbula
  • início de flacidez no pescoço
  • pele “afinando” e com menos sustentação
  • rugas finas mais evidentes por perda de colágeno
  • flacidez corporal (braços, abdômen, coxas, glúteos, joelhos)

 

Ele também pode ser indicado de forma preventiva, especialmente a partir do período em que a produção natural de colágeno começa a cair de maneira mais perceptível.

Quais regiões podem receber bioestimulador?

As áreas mais tratadas incluem:

 

Rosto

  • terço médio (bochechas/maçãs)
  • linha da mandíbula
  • região pré-auricular (perto da orelha)
  • têmporas (em alguns protocolos, com indicação específica)

 

Pescoço e colo

  • melhora de textura e firmeza (com avaliação criteriosa)

 

Corpo

  • braços (face interna)
  • abdômen
  • coxas
  • glúteos
  • região acima do joelho

 

A escolha depende de avaliação individual, qualidade de pele e grau de flacidez.

Tipos de bioestimulador: quais existem?

Na prática clínica, existem diferentes categorias de bioestimuladores, com características próprias. O médico escolhe o mais adequado considerando:

 

  • área tratada
  • espessura e qualidade da pele
  • objetivo (mais firmeza, mais “sustentação”, estímulo mais suave, etc.)
  • histórico do paciente e risco de intercorrências

 

Mais importante do que “qual é o melhor” é: qual é o melhor para o seu caso, aplicado na técnica correta, por um profissional habilitado.

Quando aparecem os resultados?

O tempo e intensidade do resultado variam conforme o produto, o organismo e o grau de flacidez inicial.

 

  • Resultados não são imediatos como um preenchimento
  • A melhora acontece de forma progressiva, conforme o colágeno novo é produzido

 

Em geral, a evolução fica mais perceptível a partir de algumas semanas, com melhora contínua ao longo dos meses

Quantas sessões são necessárias?

Depende do objetivo e da indicação do seu médico. Alguns protocolos envolvem:

 

  • uma sessão única com retoques programados
  • mais de uma sessão, espaçadas (por exemplo, a cada 30–60 dias)
  • manutenção anual ou semestral (de acordo com o caso)

 

O ponto-chave: bioestimulador é tratamento, não “procedimento isolado”. O melhor resultado costuma vir de planejamento.

Pós-procedimento: o que é normal e quais cuidados seguir?

É comum ocorrer:

 

  • leve inchaço
  • vermelhidão
  • pequenos hematomas
  • sensibilidade local por alguns dias

 

Cuidados gerais (podem variar conforme produto e técnica):

 

  • evitar atividades físicas intensas por 24–48 horas
  • evitar calor excessivo (sauna, sol forte) por alguns dias
  • não manipular a área sem orientação
  • seguir rigorosamente as recomendações do profissional

 

Se aparecer dor é  importante ter atenção: alteração de cor persistente, nódulos dolorosos ou qualquer sinal fora do esperado, e é essencial avisar o médico imediatamente.

Contraindicações: transparência é parte do cuidado

Contraindicações e situações que exigem cautela incluem:

 

  • gestação e lactação (em geral, evita-se)
  • infecções ativas na área
  • algumas doenças autoimunes (avaliar caso a caso)
  • tendência a queloide/cicatrização alterada (conforme região e produto)
  • uso de medicamentos/condições que aumentem risco de sangramento (avaliar)

 

O fator que mais influencia segurança e resultado é: avaliação correta + produto adequado + técnica correta + acompanhamento.

Conclusão

O bioestimulador é uma ferramenta moderna e eficiente para quem procura firmeza, sustentação e melhora real da pele, com um resultado progressivo e natural. Mais do que escolher “o produto da moda”, o que faz diferença é um plano personalizado, com diagnóstico e técnica adequados.

Bibliografia

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