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Vírus Sincicial Respiratório

publicado em 14 Jun. 2026

O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é uma das principais causas de infeções respiratórias agudas, sobretudo em bebés, crianças pequenas e idosos. Altamente contagioso, é responsável por milhares de hospitalizações, durante o inverno, e está na origem de muitos casos de bronquiolite e pneumonia em menores de 2 anos.

 

A transmissão dá-se por contacto direto com secreções respiratórias (tosse, espirros) ou por superfícies contaminadas. O período de incubação varia entre 2 a 8 dias.

 

Os sintomas iniciais podem parecer uma constipação, mas em casos mais graves evoluem para:

  • Tosse persistente
  • Febre
  • Dificuldade respiratória
  • “Gatinhos no peito”
  • Cansaço ao mamar (em bebés)

 

Embora geralmente ligeira, a infeção pode tornar-se grave em bebés prematuros, com doenças cardíacas ou pulmonares, ou com imunidade comprometida, exigindo hospitalização ou cuidados intensivos.

Vantagens da imunização

 

Até recentemente, não havia vacina eficaz contra o VSR. Hoje, vacinas inovadoras e anticorpos monoclonais de longa duração oferecem proteção relevante:

  • Redução de hospitalizações menos casos graves, principalmente em bebés e idosos.
  • Proteção dos mais vulneráveis +rematuros e crianças com doenças crónicas beneficiam significativamente.
  • Alívio do SNS:Reduz a pressão sobre urgências e internamentos no inverno.
  • Proteção indireta: Menor circulação do vírus ajuda a proteger também os não vacinados.

Recomendações em Portugal

 

A Direção-Geral da Saúde (DGS), em conjunto com sociedades científicas, atualizou as estratégias de prevenção com base nas novas ferramentas disponíveis.

 

 Imunização com anticorpos monoclonais

Desde 2023, o nirsevimab é administrado antes do inverno, oferecendo proteção por vários meses com uma única dose, em bebés.

 

Vacinação de grávidas

A vacina administrada entre as 24 e 36 semanas de gestação transfere anticorpos protetores ao bebé, protegendo-o nos primeiros meses de vida.

 

Medidas gerais de prevenção

  • Evitar contacto de bebés com pessoas doentes
  • Lavar frequentemente as mãos
  • Evitar espaços fechados e sobrelotados
  • Praticar etiqueta respiratória

 Acompanhamento dos grupos de risco

Prematuros e crianças com doenças crónicas devem ser identificados precocemente para beneficiar das medidas preventivas.

 

Vacinação em adultos

Recomenda-se vacinação contra o VSR para:

  • Todos os ≥ 60 anos
  • Adultos ≥ 50 anoscom condições como:
    • DPOC, asma
    • Insuficiência cardíaca ou renal
    • Diabetes, imunodepressão, demência
    • Residentes em lares

Impacto em Portugal

 

As novas normas da DGS e a aceitação por parte das famílias tiveram grande impacto. Dados hospitalares confirmam:

 

  • Hospital de Santa Maria internamentos em cuidados intensivos por VSR caíram de 40 para apenas 5 bebés.
  • Hospital Dona Estefânia internamentos em menores de 6 meses baixaram de 70% para 45% do total.
  • Redução global de 85% nos internamentos em bebés até 3 meses e de 40% entre os 3 e 6 meses, segundo Ana Povo, diretora da DGS.

 

Finalizando

 

O VSR continua a ser um desafio, sobretudo nos meses frios. Mas com a vacinação e novas formas de prevenção, Portugal está melhor preparado. A inclusão de vacinas e anticorpos monoclonais nos programas de saúde infantil é um avanço importante para reduzir complicações, hospitalizações e mortes.

 

Fale com o seu médico. Proteja-se a si e aos seus.