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Destaques do Trofa Saúde Hospital

05 agosto 2019

Deformidades dentofaciais: Cirurgia ortognática e remodelação facial profunda

A expressão deformidade dentofacial refere-se a um desvio significativo das proporções do complexo maxilomandibular, que afeta a relação entre os dentes nas arcadas dentárias ou a relação das arcadas dentárias entre elas, ou seja, a oclusão dentária. O doente afetado terá diferentes graus de compromisso nas funções relacionadas com a respiração, deglutição, fala, mastigação e encerramento e posicionamento labial. Podem ainda ocorrer efeitos sobre as articulações temporomandibulares (ATM´s), periodonto e dentes. A desproporção facial acompanhante terá no mínimo algum efeito negativo na saúde psicossocial do doente, donde destacaria o efeito sobre a autoestima, com todas as implicações que isso pode significar ao nível pessoal e mesmo profissional.

O tratamento destas deformidades é frequentemente multidisciplinar, envolvendo a participação do cirurgião maxilo-facial, do médico dentista (na vertente de cuidados dentários, mas sobretudo na realização de tratamento ortodôntico prévio à Cirurgia). Em qualquer fase do processo, pode ainda haver necessidade de recorrer a outros profissionais especializados como por exemplo terapeutas da fala.

O cirurgião maxilo-facial, pelos conhecimentos que tem, é fundamental desde a primeira hora no planeamento do tratamento destas patologias. Ao contrário de outros, o cirurgião maxilo-facial é detentor não só de capacidade técnica cirúrgica de alto nível e diferenciação, mas também conhecimentos das áreas dentária, ortodôntica, das vias aéreas, entre outras, que lhe permitem fazer um planeamento cirúrgico que garante o melhor resultado estético, associado ao melhor resultado funcional.

A Cirurgia destas deformidades é denominada Cirurgia Ortognática, que é a cirurgia dos maxilares que permite reposicioná-los para a posição adequada e que pode ser realizada no maxilar superior, mandíbula ou mento (queixo), isoladamente (monomaxilar), de forma combinada (bimaxilar) e se incluir ainda o mento (comummente denominada como trimaxilar). Nos casos mais severos, estas técnicas podem ainda ser complementadas com cirurgias estéticas adicionais (para as quais o cirurgião maxilo-facial está perfeitamente habilitado) como sejam a rinoplastia, bichectomia e outras técnicas de remodelação facial).

A cirurgia ortognática pode ter outras indicações, para além do tratamento das deformidades dentofaciais: no restabelecimento da oclusão em sequelas de traumatismos faciais graves, no tratamento da Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), no tratamento das fendas labiopalatinas e patologia da ATM (duas patologias que são da prática comum do cirurgião maxilo-facial).

A cirurgia ortognática, nas mãos do cirurgião maxilo-facial, é hoje uma cirurgia segura, com baixa taxa de complicações e que, graças ao desenvolvimento de novos materiais para fixação dos maxilares, já não implica ficar com a boca fechada no pós-operatório, permitindo ao doente regressar à sua atividade profissional em 2 semanas.

Redigido por Dr. Rui Balhau (OM36698), Cirurgião Maxilo-facial no Trofa Saúde Hospital em Gaia

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