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27 novembro 2020

Desvitalizar um dente: quando e porquê?

O dente é constituído por 3 camadas: o esmalte, a camada mais externa da superfície do dente, sendo o tecido mais duro e mineralizado do corpo humano, a dentina, camada dentária situada abaixo do esmalte e, por fim, a polpa dentária, tecido mole, delimitado pela dentina, onde se encontram o nervo, vasos sanguíneos e células. O esmalte e a dentina devem estar intactos para que o dente permaneça vivo e saudável.

A necrose pulpar é um tipo específico de necrose ou morte da polpa dentária. Refere-se a um conjunto de alterações morfofisiológicas que levam à morte celular da polpa dentária, ou seja, é a falência de todo o sistema vascular e nervoso que garante a vitalidade ao dente.

As duas causas mais comuns que levam à necrose pulpar e/ou patologias periapicais são a infeção bacteriana ou trauma dentário. Assim sendo, a necrose pulpar pode ser provocada por cáries extensas não tratadas, tratamentos dentários antigos com restaurações próximas da polpa dentária ou trauma dentário, como pancadas, sem necessariamente ter existido fratura dos dentes.

A patologia apical, ou lesão apical, é umas das consequências da necrose pulpar. Este tipo de lesão é na maioria das vezes assintomática, sendo apenas nas visitas regulares ao Médico Dentista que são descobertas através do exame radiográfico. Se esta lesão não for tratada evolui, envolvendo o osso circundante, resultando na sua destruição. Esta reabsorção óssea é visível na radiografia apical como uma área escura à volta da raiz do dente. Estas lesões quando não intervencionadas a tempo levam à perda do dente.

Entre os sinais e sintomas mais comuns da necrose dentária destacam-se a descoloração do dente, o aparecimento de abcessos ou fístulas e a dor. A dor associada à necrose pulpar costuma ser descrita como espontânea. Alimentos ou bebidas quentes podem provocar esta dor, enquanto alimentos ou bebidas frias costumam aliviar a dor sentida. Esta dor pode ser crónica com sensação de “moideira”.

A diferente coloração de um dente em relação aos outros, pode ser um dos sinais de necrose pulpar. Esta descoloração é, normalmente, devido a necrose pulpar após trauma dentário. Os produtos da degradação dos vasos sanguíneos e restantes células presentes na polpa deixam o dente com tom rosado imediatamente após a lesão/trama. Quando o dente não é logo tratado esta coloração passa a acastanhada ou acinzentada. A presença de abcesso ou fístula é também indicador de necrose dentária. A fístula caracteriza-se por uma pequena “bolinha” que aparece na gengiva, junto ao dente necrosado. Esta “bolinha” aparece e desaparece, levando a que o doente não preste muita atenção à situação.

O diagnóstico da necrose pulpar é realizado pelo Médico Dentista com utilização de testes de sensibilidade e exames radiográficos.

O tratamento da necrose dentária passa pela endodontia ou, vulgarmente chamada de desvitalização, do dente em causa. O tratamento endodôntico consiste na remoção da polpa inflamada, infecionada ou necrosada dos canais radiculares, desinfeção e obturação dos mesmos com um material que impede a proliferação bacteriana. Quando temos um dente necrosado e com descoloração, uma das principais preocupações dos doentes é voltar a ter este dente com a coloração igual aos restantes, neste caso, após o tratamento endodôntico é realizado o branqueamento interno.

Como foi dito anteriormente, este tipo de problema é normalmente encontrado pelas visitas regulares ao Médico Dentista, uma vez que a dor pode não estar presente para alertar o doente de que algo não está bem. Estas visitas são de extrema importância para tentar salvar atempadamente estes dentes, que de outra maneira teriam que ser extraídos.

Redigido por Dr.ª Petra Basto Teles (OMD8863), Médica Dentista com formação em Endodontia no Trofa Saúde Famalicão

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