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Peelings químicos: o essencial para compreender o tratamento

publicado em 15 Jan. 2026

Os peelings químicos são procedimentos muito usados na medicina estética para melhorar textura, luminosidade e uniformidade do tom de pele através da aplicação controlada de uma solução química que promove a esfoliação das camadas superficiais da pele e a sua renovação.

O que é um peeling químico?

Um peeling químico consiste na aplicação de uma solução química na pele para remover, de forma controlada, as camadas danificadas e estimular a regeneração. A pele “nova” tende a ficar mais suave, luminosa e uniforme, mas também temporariamente mais sensível ao sol.

 

Quando bem indicados e realizados por profissionais qualificados, podem ajudar em queixas comuns como acne, manchas, melasma, aspecto baço, linhas finas e sinais de fotoenvelhecimento.

Tipos de peeling: superficial, médio e profundo

A classificação mais usada é pela profundidade de ação, que influencia resultados e tempo de recuperação:

 

1) Peeling superficial

  • Atua sobretudo na camada mais externa.
  • É usado para melhorar descoloração ligeira, aspereza e dar “refresco” à pele.

2) Peeling médio

  • Penetra mais (camadas mais profundas da epiderme e parte da derme).
  • Pode ajudar em manchas, linhas finas, rugas ligeiras/moderadas e discromias.

3) Peeling profundo

    • Atinge planos mais profundos e é o que tem maior impacto — e também maior “downtime”.
    • Em geral, é um procedimento mais exigente, feito em ambiente apropriado; e, classicamente, não é repetido múltiplas vezes (muitas referências apontam que pode ser realizado apenas uma vez).

Para quem é indicado?

Pode ser uma boa opção para quem pretende melhorar:

 

  • textura irregular e poros
  • manchas/tom desigual, sardas e sinais de fotoexposição
  • melasma (com avaliação cuidadosa e plano adequado)
  • linhas finas, sobretudo em zonas como contorno da boca e região periocular (dependendo do tipo de peeling)
  • acne e algumas marcas superficiais associadas

 

Nem sempre é a melhor escolha para flacidez marcada ou rugas muito profundas — nesses casos, pode ser necessário combinar com outras abordagens.

Que áreas podem ser tratadas?

O mais comum é o rosto, mas também pode ser aplicado em:

 

  • pescoço
  • colo
  • mãos

Como é o procedimento na prática?

Em consulta, o profissional avalia o seu objetivo, tipo de pele e histórico. Em alguns casos, pode ser recomendado um plano de preparação pré-peeling durante 2 a 4 semanas, para otimizar resultados e reduzir efeitos indesejáveis.

 

No dia, a pele é preparada (limpeza/assepsia) e a solução é aplicada de forma controlada e por tempo adequado. Em peelings mais profundos, pode ser necessário um contexto clínico mais rigoroso (incluindo anestesia/sedação em determinados cenários).

Quando aparecem os resultados?

De forma geral:

 

  • Após o tempo de cicatrização, já se nota pele mais uniforme e luminosa.

 

Resultados podem ser subtis nos peelings superficiais (e acumulativos com repetição) e mais “marcantes” nos peelings médios/profundos

Quantas sessões são necessárias?

Depende do objetivo e do tipo de peeling. Para peelings leves, por exemplo, pode ser necessário um ciclo de várias sessões para atingir o resultado pretendido, com intervalos definidos pelo profissional.

Pós-procedimento: o que é normal e que cuidados seguir?

É comum haver vermelhidão, sensação de pele “repuxada”, descamação e sensibilidade. O tempo de recuperação varia:

 

  • Superficial: cerca de 1 a 7 dias
  • Médio: cerca de 7 a 14 dias
  • Profundo: frequentemente 14 a 21 dias (com cuidados mais intensivos e maior tempo de restrição solar)

 

Cuidados essenciais (orientações gerais, ajustadas caso a caso):

 

  • fotoproteção rigorosa e evitar sol direto enquanto cicatriza
  • hidratação/cremes conforme indicação
  • evitar “puxar”/arrancar peles e evitar fricção
  • seguir as recomendações do médico sobre rotina e ativos (ex.: retinoides/ácidos)

 

Se houver dor intensa, sinais de infeção, alterações de cor marcadas e persistentes, bolhas extensas, ou algo “fora do esperado”, deve contactar a equipa médica.

Riscos e contraindicações: transparência é parte do cuidado

Como qualquer procedimento, há potenciais efeitos adversos. Entre os mais citados:

 

  • alterações de pigmentação (temporárias ou, raramente, persistentes), com maior necessidade de experiência em peles mais escuras
  • infeção e cicatriz (raros, mas possíveis)
  • reativação de herpes labial em pessoas predispostas

 

A segurança depende muito de indicação correta, técnica, profundidade adequada, preparação e follow-up.

Conclusão

O peeling químico é um tratamento versátil e eficaz para quem procura melhorar textura, luminosidade e uniformidade da pele, com diferentes intensidades (superficial, médio e profundo) e diferentes tempos de recuperação. O segredo para bons resultados é um plano personalizado: avaliar o tipo de pele, escolher a profundidade certa, preparar adequadamente e cumprir o pós-tratamento, sobretudo no que toca à proteção solar.

Bibliografia

  1. American Academy of Dermatology (AAD).Chemical peels: Overview.
  2. American Academy of Dermatology (AAD).Chemical peels: FAQs.
  3. American Society for Dermatologic Surgery (ASDS).Chemical Peels.
  4. Mayo Clinic.Chemical peel: About / Results / After the procedure.
  5. American Society of Plastic Surgeons (ASPS).Chemical Peel (overview) & Risks and Safety.
  6. (Revisão)Chemical peeling: A useful tool in the office.